Saúde

Gripe: vírus H3N2 causou sete mortes no último mês em SC

Segundo a Dive, três das mortes ocorreram em Tubarão

Divulgação

Em um mês, Santa Catarina registrou sete mortes em decorrência da H3N2, um dos subtipos do vírus Influenza (ou da gripe). Entre as vítimas, está uma criança de apenas um ano de idade.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (26) pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC). Só entre o período de 26 de dezembro de 2021 e 22 de janeiro deste ano, o Estado confirmou 83 casos de Influenza A, sendo que 49 foram causados pelo vírus H3N2.

Já os demais casos, 25 não foram subtipados, três tiveram o resultado inconclusivo e sete continuam em análise. Ao menos 28 municípios catarinenses registraram casos de influenza no último mês.

Entre as confirmações, segundo a Dive, 41,6% foram identificadas em pessoas com mais de 60 anos – 21. Em contrapartida, 27,4% ocorreram em crianças com menos de 10 anos: 12.

Das sete mortes, quatro pacientes tinham mais de 70 anos, o que representa 57,1% das vítimas. Além disso, também foi confirmada a morte de uma criança de menos de um ano de idade, em Balneário Rincão, no Sul do Estado. Ela não tinha nenhuma comorbidade.

Ainda segundo a diretoria, entre os casos que evoluíram para óbito, cinco pacientes apresentavam ao menos uma comorbidade. Além disso, três deles eram moradores de Tubarão, no Sul do Estado.

Confira onde as mortes foram registradas:

Mulher de 56 anos, moradora de Tubarão;
Mulher de 85 anos, moradora de Tubarão;
Mulher de 72 anos, moradora de Tubarão;
Homem de 1 ano, morador de Balneário Rincão;
Mulher de 71 anos, moradora de São Francisco do Sul;
Homem de 78 anos, morador de Camboriú;
Mulher de 41 anos, moradora de Itapema.

Quantidade de casos é maior que o esperado

De acordo com a diretoria, a quantidade de notificações é maior que o esperado para este período do ano – já que a sazonalidade do vírus ocorre entre maio e agosto – e está acima dos últimos dois anos. Além disso, se levar em conta apenas os dados de janeiro, 58 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza foram registrados no Estado.

Por conta disso, a Dive divulgou uma série de medidas que devem ser aplicadas para evitar o contágio do vírus:


Vacinação anual contra a Influenza;
Lavar as mãos com frequência;
Usar máscara;
Evitar ambientes fechados e com aglomeração de pessoas;
Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
Evitar tocar mucosa de olhos, nariz e boca;
Manter superfícies e objetos que entram em contato frequente com as mãos, como mesas, teclados, maçanetas e corrimãos limpos com álcool;
Não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos e talheres;
Atenção aos sintomas: febre, tosse, dor de garganta e dores nas articulações musculares ou de cabeça. É fundamental ao apresentar esses sinais, procurar o serviço de saúde mais próximo da residência para o tratamento adequado, em especial os portadores de fatores de risco para agravamento e óbito (idosos, crianças, doentes crônicos etc.), pois estes têm maior probabilidade de apresentar complicações quando infectados pelo vírus Influenza.

Com informações do NSCTotal

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