Criciúma venceu o Fortaleza por 4 a 1 e conquistava em 2002 o segundo título nacional da história do clube carvoeiro
Foto: Arquivo Diário Catarinense
Exatamente há 23 anos, em 7 de dezembro de 2002, o Criciúma viveu um dos capítulos mais marcantes de sua história. Sob chuva intensa, casa lotada e tensão digna de decisão, o Tigre venceu o Fortaleza por 4 a 1 no Heriberto Hülse e conquistou o título da Série B do Campeonato Brasileiro daquele ano.
O jogo ficou eternizado pelo brilho de Paulo Baier, autor de três gols, e pela presença decisiva do meia Dejair, que marcou o outro. Uma atuação histórica, empurrada por mais de 20 mil torcedores que transformaram o estádio num caldeirão.
Mas a partida não foi apenas de futebol bem jogado. Foi também de nervos à flor da pele. No segundo tempo, uma discussão entre Vinícius, atacante do Fortaleza, e Juca, meia do Criciúma, desencadeou um princípio de confusão generalizada. O árbitro distribuiu cinco cartões vermelhos: dois para o Criciúma, três para o Fortaleza.
Mesmo com o clima tenso, o Tigre manteve o controle do jogo e ampliou o placar, sacramentando a vitória por 4 a 1 e garantindo o título nacional. O apito final explodiu o Heriberto Hülse em festa, uma celebração que atravessou a noite e segue viva na memória do torcedor.
Há 23 anos, o Criciúma escrevia seu nome de forma definitiva na história do futebol brasileiro. E aquela tarde chuvosa de sábado segue sendo um símbolo de raça, talento e paixão.
Além do título da Série B 2002, o Tigre faturou o título da Copa do Brasil de 1991 e o Brasileiro da Série C 2006, entre as conquistas nacionais.