Futebol

Há 23 anos, o futebol brasileiro perdia Mahicon Librelato, promessa de Orleans revelada pelo Criciúma

Mahicon Librelato faleceu em 28 de novembro de 2002, vítima de um acidente de trânsito em Florianópolis.

Foto: Reprodução melhorada com inteligência artificial

Uma perda irreparável. Assim pode se definir o sentimento que tomou conta de quem acompanha a carreira de Mahicon Librelato, quando naquele 28 de novembro de 2002, o então jogador do Internacional sofria um acidente de transito e morria aos 21 anos de idade. Nesta sexta-feira, completam-se 23 anos da morte de Maicon Liberato, um dos talentos mais promissores revelados pelo Criciúma Esporte Clube e que tinha raízes profundas na região. Natural de Orleans, Mahicon era visto como uma das grandes esperanças do futebol catarinense e brasileiro no início dos anos 2000.

Revelado no Tigre, o jovem atacante rapidamente chamou a atenção pela qualidade técnica e pela personalidade dentro de campo. Seu desempenho o levou a assinar contrato com o Internacional de Porto Alegre, onde começava a construir espaço e era tratado como um atleta de futuro, com projeção inclusive para vestir a Seleção Brasileira.

Foto: Arquivo família

A trajetória promissora, porém, foi interrompida de forma trágica quando Maicon faleceu em um acidente de carro, em 2002. A notícia abalou o futebol catarinense e gaúcho, além de toda a comunidade de Orleans, onde vivia sua família e onde seu nome é lembrado com carinho até hoje.

Ao longo dos anos, Maicon Liberato tornou-se símbolo de talento e promessa interrompida, mas também de memória afetiva para torcedores e moradores da região. Seu legado permanece vivo entre aqueles que acompanharam sua evolução no Criciúma, sua ascensão ao Internacional e o impacto que causou em tão pouco tempo.

O radialista Rogério Dimas, referência na cobertura do Criciúma há mais de quatro décadas, lembra Mahicon Liberato com enorme admiração e certeza do talento raro que o atacante carregava. Em depoimento ao Sul In Foco, Dimas afirmou que o “guri era craque”, revelado inicialmente no futsal, onde foi descoberto por Mário Ribeiro e pelo departamento de base do Criciúma. Segundo ele, o Figueirense tentou levar Mahicon na época, mas o Lussa Librelato, tio e empresário do jogador e torcedor apaixonado do Tigre fez questão de colocá-lo no Criciúma. Dimas descreve Maicon como um atacante de “cheiro de gol”, goleador nato, capaz de decidir partidas mesmo em situações adversas, como quando atuou uma final com a clavícula quebrada e ainda marcou. Para o experiente comunicador, o destino de Mahicon era claro: “seria jogador de Seleção Brasileira e, muito cedo, estaria na Europa”. Ele encerra destacando que Mahicon foi “uma das maiores revelações da história do Criciúma”, um talento absolutamente diferenciado cuja carreira tinha tudo para ser brilhante.

Mais de duas décadas depois, o nome de Maicon segue lembrado, celebrado e respeitado: um jovem que deixou uma grande marca no futebol e no coração de quem o viu jogar.

O veículo em que Mahicon Librelato viajava, acompanhado de outras duas pessoas, perdeu o controle na Avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis, em um trecho de curva logo abaixo da ponte Hercílio Luz. A picape Ford Ranger branca, com placas de Orleans, cidade natal do jogador, e de sua propriedade, derrapou próximo ao Hotel Baía Norte, atravessou a ciclovia e a calçada, e acabou arremessada para dentro do mar.

Foto: Diário Catarinense (acidente na Avenida Beira Mar)

Quando as equipes de resgate chegaram, o automóvel já estava totalmente submerso. Foi necessário quebrar os vidros para retirar Librelato do interior do veículo. Ele chegou a ser levado com vida ao hospital, onde os médicos tentaram reanimá-lo, mas não resistiu a uma parada cardiorrespiratória.

A forte chuva que atingia a capital catarinense naquele momento foi apontada como uma das causas do acidente, um ponto que, à época, já registrava ocorrências semelhantes.

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