Segurança

Hackers invadem reunião com ofensas racistas e homofóbicas debate virtual sobre direitos humanos em SC

Ataques ocorreram durante encontro do Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) que era realizado na segunda (16)

Divulgação

Uma reunião virtual do Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) de Santa Catarina foi invadida por hackers com ofensas racistas e homofóbicas nesta segunda-feira (16), em mais um caso de ataques de intolerância e preconceito registrado no Estado.

Segundo nota divulgada pelo conselho, a invasão ocorreu durante uma reunião com membros de Criciúma que debatiam a construção do plano decenal de direitos humanos. O evento, que era transmitido pelo canal do YouTube da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, foi interrompido por pessoas que gritavam ofensas racistas e homofóbicas.

O Conselho Estadual de Direitos Humanos manifestou repúdio pela invasão e afirmou que todas as providências cabíveis foram tomadas “para apurar as responsabilidades, identificar e punir exemplarmente os responsáveis”.

“Essa demonstração de violência não é novidade. Grupos criminosos estão intensificando ações de intolerância, preconceito e disseminando ideais nazistas e de supremacia branca no Estado de Santa Catarina”, diz a nota.

O texto afirma ainda que o conselho estadual conta “com o irrestrito apoio das autoridades catarinenses para combater a atividade criminosa”.

Este é mais um caso de ataques de ódio registrado em Santa Catarina em poucos dias. Nesta semana, a Ana Lúcia Martins (PT), eleita no domingo (15) a primeira vereadora negra de Joinville, foi alvo de ataques e de ameaças de morte nas redes sociais. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Na semana passada, os alvos de ataques foram professores do Instituto Federal Catarinense (IFC) de Araquari, também no Norte catarinense. Pessoas invadiram o seminário virtual realizado por eles e promoveram ataques com textos, falas, sons e imagens obscenos, ofensivos e racistas.

m junho, um debate virtual promovido pelo Instituto Comunitário Grande Florianópolis (Icom) que discutia estratégias de combate ao racismo com mais de 70 participantes também foi invadido. A reunião foi interrompida por imagens de cabeças sendo cortadas, um homem se masturbando, pedidos de morte a mulheres e a figura de uma suástica.

Com informações do NSCTotal

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