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História comove e cão é acolhido em SC após esperar dona por 17 dias em asilo

Animal passou por cuidados veterinários e ficou sob a responsabilidade de moradores da comunidade até se mudar para o novo lar

Divulgação

Um cãozinho vira-lata foi acolhido pelo Asilo Dom Bosco, em Itajaí, na manhã desta terça-feira (22), após passar 17 dias esperando pela dona em frente ao local. A mulher, que preferiu não ser identificada, foi levada para a instituição no início de fevereiro. O cão Bob, como é chamado, passou por cuidados veterinários por ficar com pulgas e carrapatos enquanto aguardava pela idosa de 75 anos.

A história que remete a filmes de drama com aventura chamou atenção dos representantes do asilo, que não sabiam que a mulher tinha de fato um animal de estimação. Segundo a coordenadora da instituição, Emanuella Nunes, o espaço possui um canil para animais de idosos que estão internados.

Após a ligação de uma vizinha da idosa informando sobre Bob, moradores e jornalistas de um jornal local ajudaram com alimentação e espaço para o cão ficar até se mudar para o novo lar.

A idosa, que perdeu a casa em que morava no final de janeiro e não tinha para onde ir, relatou que ficou com medo de não ser aceita pelo asilo caso informasse sobre a existência do bichinho. No fim, deu tudo certo.

Troca de amor

O contato com animais entre pessoas idosas ou aquelas que estão enfrentando problemas de saúde é comprovado pela medicina como benéfico para auxiliar na melhora dos pacientes. A dona do Bob, por exemplo, foi diagnosticada com câncer de mama.

— É evidente que a interação entre os idosos e animais é benéfica e se caracteriza por um suporte psicossocial a eles que consideram seus animais de estimação como membros da família. Os animais proporcionam qualidade de vida aos idosos por ser companhia, descontração e pelo sentimento de reciprocidade no afeto — explica a psicóloga do asilo, Bruna da Silva Innocenzo.

— Tal interação é tão significativa quanto às necessidades básicas do ser humano no contexto de “ser social”, de conviver em meio a outras vidas e fazer parte ativa delas, reduzindo assim os sentimentos de solidão e melhorando as funções cognitivas e a saúde emocional — finaliza.

Com informações do NSCTotal

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