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Homem é condenado por matar colega de cela com 237 golpes em SC

Outros seis réus denunciados pelo Ministério Público ainda serão julgados pelo mesmo crime

Divulgação

Um homem foi condenado por matar um colega de cela com 237 golpes usando um objeto perfurante e depois estrangulá-lo em Joinville. Outros seis réus denunciados pelo Ministério Público pelo mesmo crime ainda serão julgados após a resposta aos recursos da defesa.

O réu foi condenado a 19 anos, dois meses e dois dias de reclusão por homicídio qualificado – cometido com o uso de meio cruel e por impossibilitar a defesa da vítima. A pena também foi aumentada pelo agravante de reincidência. A decisão é passível de recurso.

O homicídio qualificado foi cometido dentro do Presídio Regional de Joinville. A denúncia da 23ª Promotoria de Justiça apontou que os sete detentos denunciados teriam atacado Marcelo da Silva quando ele dormia. O homicídio ocorreu em 28 de janeiro de 2019.

O Promotor de Justiça Marcelo Sebastião Netto de Campos ressaltou na sessão do Tribunal do Júri que, além de o ataque ter ocorrido enquanto a vítima dormia, sem poder reagir, o réu também utilizou de crueldade.

– O réu inclusive tinha um ferimento cortante em uma das mãos, provavelmente porque atingido acidentalmente por um comparsa enquanto segurava o pescoço da vítima. Inicialmente teria dito que se feriu ao se defender durante a confusão instalada na cela naquele momento, mas posteriormente mudou sua versão e passou a sustentar que o ferimento era apenas um furúnculo, o que foi facilmente contestado pelo laudo pericia.

Segundo o MP, o acusado amordaçou a vítima com uma camisa. O homem foi segurado e atacado com golpes um instrumento perfurante. Após os 237 golpes, a vítima ainda foi estrangulada com um cordão.

A investigação apontou que um detento que não participou do crime foi ameaçado e assumiu a culpa inicialmente, porque estava em “débito” com a facção criminosa. Depois, ele mudou a versão. Os depoimentos de testemunhas também revelaram que a vítima teria sido morta porque era “simpatizante” de outra facção.

Com informações do NSCTotal

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