Acusado teria interceptado o carro das vítimas e efetuado disparos por discordar de decisões nas partidas; todos escaparam sem ferimentos.
Foto: SulinFoco
O ataque a tiros contra três árbitros que deixavam uma competição infantil de futsal em Criciúma levou à denúncia do homem acusado de bloquear o carro das vítimas e disparar contra elas. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) aponta três tentativas de homicídio qualificado e pede que ele seja julgado pelo Tribunal do Júri.
O caso ocorreu na noite de 28 de agosto, após partidas realizadas no Colégio Michel. Segundo a denúncia, o acusado teria se desentendido por causa de decisões da arbitragem, deixado o local e aguardado o encerramento dos jogos nas imediações do ginásio.
Quando os três integrantes da equipe saíram juntos em um veículo, o homem teria se aproximado de carro, bloqueado a passagem e feito ameaças de morte. Na sequência, conforme a acusação, ele desembarcou com um revólver e efetuou disparos contra o automóvel.
Pelo menos um tiro atingiu a lataria. As vítimas conseguiram escapar após uma manobra evasiva e não sofreram ferimentos.
A promotora de Justiça Juliana Ramthun Frasson sustenta que as tentativas de homicídio tiveram motivo fútil, relacionado ao inconformismo com decisões tomadas durante a competição infantil. A denúncia também aponta o uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas, que teriam sido surpreendidas ao deixar o evento.
Arma e 43 munições apreendidas
Após o ataque, policiais militares localizaram e abordaram o suspeito. Segundo o MPSC, ele resistiu às ordens, apresentou comportamento agressivo e tentou agredir um dos agentes, sendo necessário contê-lo e utilizar algemas.
Durante a abordagem, os policiais apreenderam um revólver calibre .38 e 43 munições que, conforme a denúncia, estavam no veículo utilizado pelo acusado.
Além das três tentativas de homicídio qualificado, o homem foi denunciado por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e resistência. A 2ª Promotoria de Justiça também pediu a fixação de indenização mínima às vítimas por danos materiais e morais.