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Horário de Verão no Brasil: Do surgimento ao fim

Foto – Divulgação

O horário de verão é uma prática adotada com o objetivo de aproveitar ao máximo a luz solar e, assim, reduzir o consumo de energia elétrica. Seu próprio nome já diz tudo: trata-se de uma medida aplicada durante o período correspondente à estação do verão. No Hemisfério Sul, costuma iniciar em outubro e se estender até fevereiro; já no Hemisfério Norte, começa em março ou abril e termina em outubro ou novembro.

Não se sabe ao certo a origem do horário de verão, nem quem o inventou, tampouco quando surgiu. No entanto, acredita-se que o primeiro registro do termo tenha surgido em 1874, por meio do estadunidense Benjamin Franklin. O pensador observou que, em determinada época do ano, o sol nascia antes de as pessoas acordarem. Dessa forma, se despertassem um pouco mais cedo, conseguiriam aproveitar melhor a luz natural e, assim, reduzir o uso de velas (visto que, naquela época, a energia elétrica ainda não existia).

A adoção formal do horário de verão aconteceu apenas durante a Primeira Guerra Mundial (1914–1918), no continente europeu, com destaque para países como França, Alemanha e Reino Unido. Com o fim do conflito, a prática foi esquecida e deixada de lado, mas voltou a ser aplicada durante os anos 1970.

No Brasil, o horário de verão foi implementado pela primeira vez em 1931, por meio de um decreto assinado pelo então presidente da República, Getúlio Vargas. No entanto, a medida não foi adotada nos anos subsequentes, sendo revogada em 1933 e retomada em períodos intermitentes: de 1949 a 1953, de 1963 a 1968 e, finalmente, de 1985 a 2019. Embora fosse um decreto nacional, nem todos os estados aderiam à prática. Em geral, as unidades federativas das regiões Norte e Nordeste não adotavam o horário de verão, uma vez que estão mais próximas da linha do Equador, onde a variação de luz ao longo do ano é menos expressiva.

No dia 25 de abril de 2019, o então presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, decretou o fim do horário de verão no país. A decisão foi tomada após análises apontarem que a medida não trazia economia significativa de energia para o setor elétrico, tornando-se inviável do ponto de vista econômico.

Há argumentos tanto a favor quanto contra a adoção do horário de verão. Os críticos alegam que a alteração nos relógios pode afetar o ritmo biológico das pessoas, causando distúrbios do sono e contribuindo para problemas como insônia, fadiga e estresse. Por outro lado, os defensores da prática afirmam que ela reduz os riscos de acidentes, visto que a taxa de ocorrências é menor ao se trafegar com luz solar, em comparação ao uso de iluminação artificial.

E você, é contra ou a favor do horário de verão?

Fonte consultada:

SOUSA, Rafaela. “Horário de Verão”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/horario-verao.htm. Acesso em 25 de abril de 2025.

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