Saúde

Hospital Materno-Infantil de Criciúma restringe atendimentos obstétricos por superlotação

Unidade atende apenas urgências e emergências na maternidade e no centro obstétrico; pediatria segue funcionando normalmente.

Imagem: Lucas Colombo

O Hospital Materno-Infantil Santa Catarina (HMISC), em Criciúma, está atendendo apenas casos de urgência e emergência obstétrica desde a manhã da última sexta-feira (9), devido à superlotação do Centro Obstétrico e da Maternidade. A área pediátrica da unidade segue com atendimento normal.

De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, a medida foi adotada após a ocupação total de todos os leitos operacionais, com o objetivo de preservar a qualidade e a segurança assistencial das pacientes. Atualmente, estão ocupados 25 leitos de maternidade, oito do centro obstétrico e 18 leitos clínicos.

A situação já foi comunicada formalmente à Gerência Regional de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde. A partir da restrição, gestantes e puérperas que procurarem o Pronto Atendimento do hospital com condições clínicas não urgentes ou em trabalho de parto sem critérios de emergência estão sendo redirecionadas para outras unidades hospitalares capacitadas no Estado. Segundo o HMISC, todas as pacientes recebem orientação e suporte durante o processo de realocação, garantindo a continuidade em instituições parceiras.

Em comunicado encaminhado aos órgãos de saúde, a direção do hospital também reforçou a necessidade de apoio da regulação estadual para otimizar o fluxo de pacientes e defendeu um direcionamento coordenado das gestantes e puérperas para outras unidades da rede, a fim de equilibrar a demanda regional.

Na manhã desta segunda-feira (12), a assessoria informou que o quadro de superlotação permanece o mesmo, porém o comitê de crise do hospital já avalia a possibilidade de mudança no cenário, conforme a evolução da demanda ao longo do dia.

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