Levantamento do setor aponta média anual de 50% e já registra fechamento de unidade em janeiro.
Divulgação: Rede Tri / Em janeiro, uma das unidades da rede Tri encerrou as atividades em Criciúma
Por Kelley Alves
A rede hoteleira de Criciúma vive um momento de preocupação. Um levantamento realizado pelo Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes da Região Sul mostra que a taxa média anual de ocupação em 2025 ficou em torno de 50%.
O dado foi obtido a partir de respostas individuais dos próprios hotéis da cidade, com números objetivos de cada estabelecimento.
Durante a semana, o cenário é positivo. De segunda a quinta-feira, a ocupação varia entre 70% e 80%, impulsionada principalmente pelo turismo de negócios. A cidade é referência regional nas áreas de saúde, comércio, tecnologia, setor químico e plástico, o que mantém fluxo constante de profissionais.
O problema começa na sexta-feira. Com o encerramento dos compromissos comerciais, os hóspedes deixam a cidade e a taxa de ocupação cai para cerca de 20% entre sexta e domingo. Essa queda puxa a média anual para baixo e coloca Criciúma abaixo das médias estadual e nacional.
“Fizemos pergunta direta aos hotéis, e cada um respondeu com seus dados. A média anual ficou na casa dos 50%, mas o fim de semana despenca para 20%. Esse é o grande problema”, afirma o presidente do sindicato, Joster Favero.
Em janeiro, uma das unidades da rede Tri encerrou as atividades em Criciúma. Segundo o setor, a baixa procura, especialmente nos fins de semana, e a falta de atrativos na cidade e na região estão entre os fatores que pressionam o mercado.
Hoje, a hotelaria local depende quase exclusivamente do turismo corporativo. Sem eventos de grande porte e sem programação que retenha visitantes no fim de semana, a estrutura fica ociosa.
A reportagem também procurou o diretor de Turismo de Criciúma, Marcos Mendonça. Em resposta, ele informou que irá conversar com o presidente do sindicato para analisar os dados apresentados e, posteriormente, deverá se manifestar sobre o assunto.
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