Congresso Brasileiro do Carvão Mineral reúne técnicos e lideranças políticas e amplia discussões sobre o minério. O fortalecimento do carvão mineral na matriz energética brasileira é um dos pontos discutidos por técnicos da área, empresários e lideranças políticas. “O Brasil precisa do apoio do carvão para uma base térmica firme. Não somente ele, mas agregando a outras fontes de energia. O carvão hoje permite essa estabilidade”, ressaltou o diretor executivo da Satc e presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM) Fernando Zancan. Os debates norteiam o IV Congresso Brasileiro de Carvão Mineral, que iniciou nesta quinta-feira, 22, e segue até sábado, 24, em Gramado (RS).
Parcerias entre organizações, institutos de pesquisas contribuem para aprimorar a extração do minério. Nesta tarde, foi assinado o termo de cooperação tecnológica entre a ABCM e a Associação Mundial do Carvão. O objetivo é desenvolver pesquisas na área de tecnologia limpa para o uso do minério. O presidente da Associação, Milton Catelin, foi um dos palestrantes do primeiro dia do Congresso. Segundo ele, o desenvolvimento dos países, bem como a resolução de problemas sociais, como a pobreza, passa também pela segurança energética.
Até sábado, técnicos apresentam o resultados de pesquisas que envolvem as áreas de gasificação, combustão, captura de CO², recuperação de áreas degradadas e tratamento de rejeitos e resíduos. “Esse é um momento muito importante para debatermos essas questões e mostrarmos como o carvão é uma alternativa no cenário energético. O Congresso vem para mostrar um pouco das pesquisas que apontam para esse caminho”, afirmou o coordenador do evento, Antônio Krebs.