Representante da empresa que faz o serviço diz que a licença obtida abrange as duas comunidades
A retirada de seixo das margens do Rio Pio, em Treviso, será alvo de uma representação ao Ministério Público nesta quarta-feira. A ação é encabeçada pelo Instituto Alouatta, que questiona o local onde o material está sendo retirado. Segundo o secretário do grupo ambiental, Paulo Cadallóra, a empresa que realiza o serviço estaria avançando os limites definidos anteriormente.
Cadallóra explica que em reunião realizada há aproximadamente dois meses ficou combinado que a retirada do seixo seria apenas na parte do rio localizada na comunidade de Santa Cruz, porém o serviço estaria sendo realizado, também, no bairro Santo Antônio. “Nós chamamos a Fatma (Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina) e constatamos que o local onde está sendo retirado o seixo não está no mapa pré-acordado. Inclusive neste local está acontecendo um problema de desassoreamento e a orientação é que o material não seja extraído”, declara Cadallóra.
“Nós vamos protocolar essa representação no Ministério Público para pedir informações, pois acreditamos que o problema pode estar nas coordenadas feitas pelo levantamento técnico. O que nós queremos é o esclarecimento para que a comunidade não seja penalizada”, afirma o secretário do instituto.
De acordo com o representante da empresa que faz o serviço, Rafael Fernandes, a licença obtida abrange as duas comunidades. “O que acontece naquela região é que, com as enchentes, o rio avança nas propriedades e nós fazemos o desassoreamento porque a prefeitura nos solicitou. O seixo que é retirado lá é utilizado para o próprio reforço das margens e para as obras da estrada entre Treviso e Lauro Müller. Nós possuímos a licença para as comunidades de Santa Cruz e Santo Antônio”, disse Fernandes à reportagem do Clicatribuna.
O prefeito de Treviso, José Réus Rossi, o Juca, confirma a versão do empresário. “Eles têm a licença ambiental. Lá em 2009, quando aconteceu aquela enchente, foi decretada situação de emergência e tinha um trecho que precisava de desassoreamento, o nível do rio fica muito alto e é preciso fazer esse serviço e essa empresa ficou responsável por isso. Esse seixo que está sendo retirado de lá é utilizado nas obras da SC-447”, garante o prefeito.