Homem foi preso preventivamente nesta quarta-feira (26) durante investigação sobre esquema de venda fraudulenta de passagens aéreas; prejuízos apurados passam de R$ 500 mil.
Foto: Polícia Civil
O irmão do principal investigado na Operação Rei das Milhas Fase II foi preso preventivamente pela Polícia Civil de Santa Catarina nesta quarta-feira (26), em Garopaba, no Sul do Estado. A investigação apura um esquema de venda fraudulenta de passagens aéreas adquiridas com milhas que não pertenciam aos envolvidos.
A ação foi realizada pela Delegacia de Defraudações da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), com apoio da Delegacia de Polícia de Garopaba.
Segundo a Polícia Civil, diferentes inquéritos foram instaurados para investigar o esquema. Em um dos casos, uma vítima viajou com o marido de Santa Catarina para São Paulo, mas, pouco antes do embarque de retorno, recebeu contato de um terceiro que afirmou ser o verdadeiro proprietário das milhas utilizadas na emissão das passagens.
Como o proprietário não havia autorizado a utilização das milhas, os bilhetes foram cancelados e o casal ficou sem a viagem de volta.
Em outra ocorrência, uma vítima teria comprado passagens aéreas para o exterior e moedas estrangeiras, mas não conseguiu realizar a viagem. O prejuízo estimado foi de aproximadamente R$ 30 mil.
A investigação também apura a comercialização de equipamentos eletrônicos, como celulares iPhone e videogames PS5. Conforme a Polícia Civil, somente nos procedimentos atualmente investigados, os prejuízos ultrapassam R$ 500 mil.
Os investigados já haviam sido alvo de uma investigação semelhante em 2024. Na ocasião, foram presos preventivamente e indiciados pelos mesmos tipos de crimes. A apuração envolvia uma empresa sediada em Garopaba que oferecia descontos de até 50% no pagamento de boletos por meio de milhas.
Em um dos casos investigados anteriormente, uma vítima de Florianópolis sofreu prejuízo superior a R$ 180 mil. Somados os valores das demais vítimas, as perdas apuradas naquela investigação ultrapassaram R$ 1,5 milhão.
Após a formalização da prisão, o irmão do principal investigado foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça.
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