Apresentação ocorre nesta sexta-feira (27), na Paróquia Nossa Senhora das Dores, com transmissão ao vivo e repertório que une barroco europeu e música brasileira.
Foto: Jonatas Leopardi Coordenador de Comunicação | Camerata di Venezia
A Camerata di Venezia realiza nesta sexta-feira (27), às 20h30, o concerto “Entre Cortes e Trópicos”, na Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Jaguaruna. A entrada é gratuita e o público também poderá acompanhar a apresentação por meio de transmissão ao vivo no canal oficial da orquestra no YouTube.
O espetáculo marca a abertura da Temporada 2026 na região Sul catarinense e propõe um diálogo entre a música barroca europeia e a produção orquestral brasileira. Na primeira parte do programa, serão executadas obras de Antonio Vivaldi e Johann Sebastian Bach, dois dos principais nomes do período barroco, que compreende aproximadamente os anos de 1650 a 1750.
Entre as peças está o “Concerto para dois violinos em Ré menor, BWV 1043”, de Bach, com solos de Josias Modolon e Gabriel Trintin. Segundo o maestro e diretor artístico da orquestra, Luiz Fernando Sãothiago, as obras escolhidas representam um período marcante da história da música ocidental.
“São dois ambientes históricos e geográficos bem diferentes, mas com muita identificação. A música erudita brasileira nasceu naquele período. A ideia é apresentar essa música histórica, que tem mais de 200 anos, e que era muito representativa daquela geografia”, explica. Ele destaca que tanto Vivaldi quanto Bach atuaram ligados a instituições religiosas e que suas composições, originalmente escritas para o ambiente litúrgico, ganharam espaço nas salas de concerto pela complexidade e elaboração.
Na segunda parte do concerto, o foco se volta à produção nacional, com obras de Clóvis Pereira, Cláudio Santoro e Edmundo Villani-Côrtes. O programa inclui “Três Peças Nordestinas”, “Ponteio” — inspirada na sonoridade da viola caipira — e “Cinco Miniaturas Brasileiras”. “A ideia é trazer a música que deu origem ao que hoje é tocado e, ao mesmo tempo, valorizar a nossa música brasileira, que é muito rica em ritmos e identificação com o nosso povo”, afirma o maestro.
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Sediada em Nova Veneza, a Camerata mantém programação permanente de concertos gratuitos na região Sul do estado. De acordo com Sãothiago, a proposta é ampliar o acesso a um repertório que raramente chega a municípios de menor porte.
“A gente sabe que é muito difícil ter apresentações de grupos como esse nesses municípios pequenos. Quando aparece, é algo esporádico. A ideia é fortalecer a orquestra, que é formada por músicos da região, e apresentar um repertório que é raro de ser assistido ao vivo, sem amplificação, apenas com o som acústico dos instrumentos”, diz.
A apresentação em Jaguaruna integra a “Turnê Sul Catarinense 2025”, realizada por meio do Programa de Incentivo à Cultura (PIC) do Governo do Estado, com aprovação da Fundação Catarinense de Cultura e apoio de municípios e empresas da região. O projeto prevê 25 concertos em cidades do Sul catarinense. Antes de Jaguaruna, a orquestra se apresenta em Imbituba, no dia 26 de fevereiro, com o concerto “Diálogos Musicais”.
Os concertos contam com recursos de acessibilidade, como estrutura para pessoas com mobilidade reduzida, vídeo introdutório com audiodescrição e intérprete de Libras. Segundo o maestro, a experiência tem ampliado o público e proporcionado momentos inéditos para o grupo.
“Essa é uma camada da população que estava à margem da cultura. A gente precisa evoluir muito, mas vê que essa preocupação inclui pessoas que têm todo o direito de participar dos bens culturais disponíveis, inclusive com dinheiro público”, afirma.
Mais informações podem ser obtidas nos canais oficiais da Camerata di Venezia e pelo e-mail cameratadivenezia@gmail.com.