Saúde

Janeiro Branco destaca papel da saúde mental no tratamento oncológico no CEPON

CEPON reforça que o cuidado com a saúde mental é essencial no tratamento de pacientes com câncer.

Foto: Divulgação

O diagnóstico de câncer costuma provocar uma avalanche de emoções nos pacientes, como medo, tristeza, ansiedade e incertezas em relação ao futuro. Além dos desafios físicos impostos pela doença e pelo tratamento, o impacto emocional pode ser profundo e duradouro, influenciando diretamente a qualidade de vida e a resposta terapêutica. Nesse contexto, a campanha Janeiro Branco, dedicada à conscientização sobre a saúde mental, ganha ainda mais relevância para quem enfrenta o câncer.

Referência em oncologia em Santa Catarina, o Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON), unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), destaca que o cuidado com o equilíbrio emocional é parte fundamental do tratamento oncológico. De acordo com o diretor-geral do CEPON, Dr. Marcelo Zanchet, “pacientes emocionalmente assistidos tendem a apresentar maior adesão ao tratamento, melhor enfrentamento dos efeitos colaterais e mais qualidade de vida ao longo do processo.”

O estresse prolongado, a ansiedade e a depressão podem impactar negativamente o sistema imunológico, dificultando a recuperação e ampliando o sofrimento do paciente. Por isso, o cuidado com a saúde mental deve caminhar lado a lado com o acompanhamento médico.

A psicóloga oncológica do CEPON, Estefânia Dobes, reforça que o suporte psicológico é fundamental desde o momento do diagnóstico até o período pós-tratamento.

“O acompanhamento psicológico ajuda o paciente a compreender e elaborar as emoções que surgem ao longo do processo da doença, fortalecendo estratégias de enfrentamento e promovendo maior autonomia emocional”, destaca.

Entre as principais estratégias para promover o bem-estar psicológico dos pacientes oncológicos estão a abordagem multidisciplinar e humanizada, com foco no acolhimento emocional, na oferta de informações claras e no apoio à adaptação à nova realidade. Além disso, a adoção de hábitos saudáveis, como a realização de atividades de lazer, momentos de qualidade com familiares, alimentação balanceada e práticas de relaxamento (como meditação e ioga), quando liberadas pela equipe médica, pode contribuir significativamente para a melhora do humor e do bem-estar físico e emocional.

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O cuidado com a saúde mental também se estende aos familiares, que vivenciam o impacto da doença e exercem papel fundamental no apoio ao paciente.

“Oferecer suporte emocional à família contribui para um ambiente mais acolhedor e fortalece a rede de cuidado ao redor do paciente”, completa a psicóloga.

O Janeiro Branco convida a sociedade a refletir sobre a saúde mental e a quebrar estigmas relacionados ao tema. No caso do câncer, essa reflexão se torna ainda mais necessária, reforçando que cuidar da mente não é um complemento, mas uma necessidade essencial no enfrentamento da doença.

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