Trânsito

Jovem diz que fugiu de atropelamento que matou adolescente em Siderópolis por medo de ser morto

Motociclista de 18 anos se apresentou com advogado e alegou ter ouvido que pessoas próximas à vítima iriam atrás dele com um facão; Polícia Civil apura a versão.

Foto: Arquivo Pessoal

O jovem de 18 anos que atropelou Adrian Gabriel, de 13 anos, em Siderópolis, afirmou à Polícia Civil que fugiu do local por medo de ser morto. O adolescente morreu no hospital na terça-feira (1º), em decorrência dos ferimentos sofridos no acidente. Durante o interrogatório na tarde desta quarta-feira (2), o motociclista alegou ter ouvido que pessoas próximas à vítima iriam atrás dele com um facão.

O motociclista se apresentou acompanhado do advogado, que já havia comunicado a apresentação ao delegado responsável pelo caso, Márcio Campos Neves. Quando a reportagem do Sul in Foco chegou à 1ª Delegacia de Polícia de Criciúma para conversar com o delegado, o jovem deixava a unidade acompanhado do advogado e de familiares, após o interrogatório.

O atropelamento aconteceu na noite de segunda-feira (31), no bairro Rio Jordão. Adrian foi socorrido e encaminhado ao hospital, onde permaneceu internado até a confirmação da morte no dia seguinte.

Veja também: Menino de 13 anos morre um dia após ser atropelado ao lado da mãe em Siderópolis

Em entrevista ao Sul in Foco, Márcio Campos Neves informou que iniciou as investigações nesta quarta-feira, após a morte do adolescente, e começou a ouvir testemunhas que estavam no local.

No interrogatório, o motociclista confirmou que não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Segundo o delegado, ele contou que estava no colégio e saiu de motocicleta para buscar um trabalho escolar em casa, com a intenção de retornar à escola. O jovem afirmou que estava com pressa quando ocorreu o atropelamento.

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Márcio Campos Neves explicou à reportagem que precisará ouvir mais pessoas para verificar se os relatos coincidem com o depoimento prestado pelo motociclista na delegacia. A polícia buscará confirmar as circunstâncias do deslocamento e a versão de que ele estava a caminho de casa para buscar o trabalho.

Sobre a saída do local, o jovem alegou que fugiu por temer pela própria vida, e não por se recusar a prestar socorro. Conforme o relato apresentado no interrogatório, ele ouviu que pessoas próximas ao adolescente iriam atrás dele com um facão e, por isso, abandonou a motocicleta e deixou o local.

Essa justificativa ainda será apurada. Os novos depoimentos também deverão ajudar a esclarecer as circunstâncias da fuga e eventual responsabilização por omissão de socorro.

Segundo o delegado, o jovem deverá responder por homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar, com aumento de pena por não possuir habilitação.

As investigações continuam sob responsabilidade da 1ª Delegacia de Polícia de Criciúma, conduzidas por Márcio Campos Neves.

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