Loja do Centro encerrou as atividades na última sexta-feira; Justiça determinou restabelecimento dos contratos após questionamento sobre falta de negociação sindical.
Foto: Reprodução
Por Kelley Alves
A decisão da Justiça do Trabalho que suspendeu as demissões coletivas do Grupo Casas Bahia tem reflexo direto em Criciúma. Entre 10 e 12 trabalhadores da unidade que funcionava no Centro da cidade foram atingidos pelo fechamento, segundo a presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Criciúma e Região, Juliana de Oliveira Matias.
A loja, localizada na Rua Seis de Janeiro, encerrou as atividades na última sexta-feira (14), em meio à reestruturação nacional da companhia. Nesta semana, a Justiça determinou o restabelecimento dos contratos de cerca de 1,9 mil funcionários demitidos em todo o país.
A liminar foi concedida pela 11ª Vara do Trabalho de Brasília após ação da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC). A entidade questionou a realização das dispensas coletivas sem negociação prévia com os sindicatos.
Pela decisão, o Grupo Casas Bahia tem cinco dias para restabelecer os vínculos dos trabalhadores abrangidos e reinseri-los na folha de pagamento. Benefícios contratuais também devem ser reativados. A empresa ainda ficou impedida de realizar novas demissões coletivas sem negociação sindical prévia.
O fechamento em Criciúma ocorre em meio à crise financeira enfrentada pela varejista. O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial para reorganizar R$ 17,3 bilhões em dívidas e vem reduzindo a operação no país.
A situação também gera preocupação em relação às verbas trabalhistas. No caso dos funcionários de Criciúma, Juliana informou ao Sul In Foco que ainda não há levantamento do montante relacionado às dívidas trabalhistas da unidade.
A decisão judicial é provisória e o processo ainda será analisado pela Justiça do Trabalho.
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