Eclipse lunar reuniu mais de mil pessoas no Parque Astronômico, segundo estimativa do geólogo Maurício Fenilli de Menezes.
Foto: Parque Astronômico
A Lua ganhou tons avermelhados e manteve os olhares voltados para o céu entre a noite desta quinta-feira (27) e a madrugada desta sexta-feira (28), em Criciúma. O eclipse lunar rendeu registros que mostram a transformação do satélite e levou famílias ao Parque Astronômico para acompanhar o fenômeno. Confira as fotos.
“Foi muito bonito de ver. Fiquei encantado não só pela beleza do eclipse, mas pela quantidade de pessoas chegando”, conta o geólogo do parque, Maurício Fenilli de Menezes. Segundo ele, mais de mil pessoas passaram pelo espaço, com a maior concentração por volta da 1h da madrugada, próximo ao auge do eclipse.
Desde as 19h, o público chegava preparado para ficar. Cadeiras de praia, mantas, lanches e chimarrão acompanharam a espera. Houve até quem levasse pequenas barracas para as crianças e telescópios próprios para observar a Lua.
“Muitos visitantes levaram telescópios. Era um show de telescópios observando a Lua”, relata Maurício. A cena fez o geólogo lembrar fotografias do eclipse de 1994, com equipamentos alinhados e pessoas reunidas para acompanhar o céu.
Além da observação a olho nu, os visitantes puderam utilizar os telescópios do parque e contar com professores para entender cada etapa do fenômeno.
Por que a Lua ficou vermelha?
Foto: Parque Astronômico
O eclipse lunar acontece quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua e projeta uma sombra sobre o satélite. Desta vez, quase todo o disco lunar entrou na umbra, a parte mais escura dessa sombra, mas uma pequena porção permaneceu fora dela. Por isso, o eclipse foi classificado como parcial.
Maurício explica que a atmosfera terrestre permite que parte da luz solar alcance a Lua, com predominância dos tons vermelhos. É essa iluminação que dá ao satélite a aparência avermelhada, popularmente chamada de Lua de Sangue.