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Madeireiros da Amurel criam consórcio de exportação

A região Sul catarinense está prestes a ganhar um case de reconhecimento nacional.

Foto: Divulgação

A região Sul catarinense está prestes a ganhar um case de reconhecimento nacional. Os integrantes do Sindicato da Indústria Madeireira e Moveleira de Região da Amurel (Sindimad) estão empenhados em tirar do papel, ainda este ano, um projeto de exportação de casas pré-fabricadas. Inclusive, já existe negociação com uma empresa espanhola.

A ideia de criar um consórcio surgiu por meio do curso de internacionalização oferecido pelo Sebrae/SC, iniciado há cerca de um ano, e hoje cinco empresas que integram o Sindimad estão engajadas em explorar esse potencial. Prospectar este novo mercado em grupo tem muitas vantagens. Divide responsabilidades, diminuir custos, agrega valor e, principalmente, fortalece o planejamento estratégico.

“Apostar no mercado internacional sozinho é bem mais difícil. Juntar as empresas encoraja. Nosso interesse é que o consórcio saia do papel este ano. O projeto inicial na Espanha prevê a construção de 12 casas, mas pode chegar a 200. Estamos esperando essa empresa espanhola vir nos visitar para darmos o pontapé inicial”, relata o presidente do sindicato, Izair Olavo Nandi, o Zizo.

Atualmente, no Brasil, não há nenhum case de exportação em funcionamento, explica a assistente de atendimento do Sebrae de Tubarão, Renata Goulart Fernandes, o que motiva ainda mais os envolvidos a fazerem deste um projeto de sucesso. “O processo de associativismo em forma de consórcio de exportação é muito consolidado na Itália e já houve tentativas no Brasil. Estamos com grande expectativa aqui, porque é um grupo já engajado, que já atua em parceria há algum tempo. A exportação seria um passo além que o grupo estaria dando em conjunto, com expectativa de se tornar um case nacional”, avalia Renata.

Capacitação e consultoria

Os participantes do projeto de internacionalização passaram por uma etapa de capacitação, com o objetivo de entender o mercado, criar a cultura exportadora e desmitificar o que é exportação para, depois, definir estratégias de atuação para o mercado externo. O Sebrae/SC tem dado todo o suporte necessário com consultoria e capacitação do grupo.

“O processo é longo, inclui preparar as empresas. E internacionalização significa estar presente em um mercado diferente. Os fabricantes vêm do mesmo segmento, atuam na mesma região, produzem o mesmo produto. E somam forças, levando isso ao mercado internacional por meio de um consórcio”, destaca Isac Izepetto, diretor de projetos internacionais da Strategizers, empresa de consultoria que desenvolveu e executa a metodologia de internacionalização utilizada. “O projeto tem muito potencial. Eles estão engajados, trabalhando juntos”, acrescenta.

Eixo de desenvolvimento

A construção civil, onde o setor madeireiro está inserido, faz parte dos eixos de desenvolvimento trabalhados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico da prefeitura de Tubarão. A proposta visa aumentar a competitividade das empresas e incentivar o acesso a novas tecnologias e inovações. “Acredito muito no potencial da nossa região, das nossas empresas, utilizando-se do porto, daquilo que temos de infraestrutura, para começar a gerar negócios internacionais. Faturar em dólar melhora a saúde financeira das empresas, pois podem fazer novos investimentos, gerar mais empregos, pagar melhor os seus funcionários. E assim se começa a criar um ciclo positivo”, analisa o secretário de Desenvolvimento Econômico, Giovani Bernardo.

Colaboração: Priscila Loch / Especial NB Comunicação

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