Segurança

Mãe denuncia professora por supostas ofensas contra criança de 4 anos em CEI de Criciúma

Menino teria sido chamado de “insuportável”, “chato” e “mal-educado”; família procurou a Polícia Militar e o Conselho Tutelar.

Foto: Ilustrativa

Uma suspeita de agressão psicológica contra uma criança de 4 anos mobilizou familiares, a Polícia Militar e o Conselho Tutelar em Criciúma. O caso teria ocorrido no CEI Urda Joana Joaquim, localizado no bairro Progresso e administrado pela Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc).

Conforme o relato registrado pela mãe no boletim de ocorrência, o menino frequenta a unidade em período integral desde os 7 meses. A partir de meados de abril, os pais começaram a perceber mudanças no comportamento da criança, que teria ficado mais agressiva, voltado a utilizar fraldas e demonstrado resistência para ir à escola.

Segundo a mãe, o menino relatou que uma professora reclamava dele frequentemente e teria utilizado expressões como “chato” e “ninguém gosta de você”. A educadora também teria repreendido a criança depois que ela sujou um vaso sanitário, afirmando que o menino precisaria limpar o local.

Mesmo após a família procurar os responsáveis pela unidade para relatar o caso, o menino teria continuado apresentando mudanças de comportamento.

Nesta segunda-feira (24), a mãe levou o filho para um período de adaptação, às 8h, e retornou ao meio-dia. Conforme consta na ocorrência, ao chegar à sala, que estaria fechada, ela ouviu a criança repetir “não quero, não quero”.

Na sequência, a mãe afirma ter ouvido a professora gritar com o menino e chamá-lo de “insuportável”, “chato” e “mal-educado”. A educadora também teria dito que não suportava mais ouvir a voz da criança.

Ainda segundo o boletim, as repreensões teriam continuado mesmo depois que a professora percebeu a presença da mãe. Quando foi chamado para ir embora, o menino teria dito que queria permanecer brincando. A educadora, então, teria ordenado que ele saísse e afirmado que estava “enchendo o saco”.

Indignada, a mãe questionou a professora sobre a forma como o filho estava sendo tratado. Segundo o relato, o tom elevado da discussão teria acordado outras crianças que estavam na unidade. A diretora ouviu a situação e chamou a mãe para conversar.

A família procurou o Conselho Tutelar e foi orientada a registrar um boletim de ocorrência. A mãe também informou que existem câmeras de segurança nas salas do CEI, mas que, segundo a direção, somente a Afasc teria acesso às imagens.

A reportagem do Sul in Foco entrou em contato com a Afasc, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

Afasc solicita imagens para apurar denúncia envolvendo criança em CEI de Criciúma

Instituição se manifestou após família relatar supostas ofensas de uma professora contra um menino de 4 anos no bairro Progresso.

Foto: Ilustrativa

A Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) se manifestou nesta segunda-feira (24) após uma família denunciar uma suspeita de agressão psicológica contra uma criança de 4 anos no CEI Afasc Urda Joana Joaquim, no bairro Progresso.

Conforme o relato registrado pela mãe, o menino teria apresentado mudanças de comportamento depois de supostas ofensas atribuídas a uma professora da unidade. A família procurou o Conselho Tutelar e registrou um boletim de ocorrência.

Em nota oficial, a Afasc informou que tomou conhecimento do caso e acompanha a situação “com a devida atenção e responsabilidade”. A entidade também declarou que a criança já recebe acompanhamento da equipe multidisciplinar da instituição.

Entre as providências adotadas para apurar os fatos está a solicitação das imagens do sistema de videomonitoramento da unidade. As gravações serão analisadas para ajudar no esclarecimento da situação.

A Afasc afirmou ainda que manterá o suporte à criança e à família e adotará as medidas cabíveis conforme os elementos apurados.

Confira a nota da Afasc na íntegra:

”A AFASC informa que tomou conhecimento de um relato envolvendo o atendimento de uma criança no CEI AFASC Urda Joana Joaquim, no bairro Progresso, e está acompanhando a situação com a devida atenção e responsabilidade.

A criança já recebe acompanhamento da equipe multidisciplinar da instituição, no âmbito do atendimento regularmente prestado pela AFASC.

Diante das informações apresentadas pela família, a instituição adotou providências para a apuração dos fatos, entre elas a solicitação das imagens do sistema de videomonitoramento da unidade, que serão analisadas para contribuir com o esclarecimento da situação.

A AFASC segue acompanhando o caso e mantendo o suporte à criança e à família, além de adotar as medidas cabíveis a partir dos elementos apurados.

Criciúma, 24 de agosto de 2026.”

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