Segurança

Mãe e padrasto de menina de 3 anos que ‘morreu de tanto apanhar’ são denunciados por homicídio qualificado

Corpo da criança foi achado enterrado dois dias após desaparecimento em Indaial. Suspeitos chegaram a publicar sobre o desaparecimento nas redes sociais

Foto: Divulgação

A mãe e o padrasto presos pela morte da menina de 3 anos que foi encontrada enterrada em Indaial, no Vale do Itajaí, Santa Catarina, foram denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O órgão pede que eles sejam levados a júri popular.

Mãe e padrasto foram denunciados por homicídio qualificado, por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, com agravante de o crime ter sido cometido contra menor de 14 anos. Foram denunciados ainda por ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime.

A denúncia foi feita na segunda-feira (8) e divulgada nesta quinta (11). A reportagem aguarda resposta do Poder Judiciário para saber se a Justiça aceitou o pedido do MPSC.

O crime aconteceu em 4 de março e o corpo da criança, Isabelly de Freitas, foi localizado dois dias depois. De acordo com a investigação, havia sangue em um dos quartos da casa, sala, cozinha e banheiro. O material foi coletado para comprovar se pertencia à menina.

Para despistar a polícia, o casal criou um cenário através de um sequestro forjado, mas foi flagrado por câmeras dispensando a mala usada para transportar o corpo da criança (veja no vídeo acima).

Denúncia

De acordo com a denúncia, o crime ocorreu por volta das 11h na casa onde a família morava, no bairro Rio Morto. O casal reagiu de forma violenta contra a menina após ela não querer comer e indicar que iria chorar.

A mãe o padrasto passaram a agredir a criança, principalmente na cabeça, o que provocou a morte dela, por traumatismo cranioencefálico. Isso foi confirmado em laudo pericial.

Após a morte, o casal colocou o corpo da menina em uma mala e a levaram a uma área de mata fechada no bairro João Paulo II, também em Indaial, onde enterraram a vítima em uma cova rasa.

No mesmo dia, os dois ainda comunicaram um falso crime à Polícia Militar, dizendo que a criança estava desaparecida.

Dois dias após a morte, a mãe e o padrasto foram presos temporariamente. A prisão deles foi convertida em preventiva em 3 de abril. O MPSC pediu medida protetiva para o irmão da vítima.

Ocorrência

Isabelly de Freitas era considerada desaparecida. Os denunciados chegaram a ir até a delegacia relatar que ela havia sido sequestrada.

Antes disso, no entanto, familiares já publicavam sobre o desaparecimento nas redes sociais e concediam entrevistas à imprensa, solicitando ajuda para as buscas.

“Inicialmente, foi mantida a mesma narrativa contada à imprensa. Quando a gente passa horas interrogando, a gente consegue desconstrui-la. Quando a gente mostra que a polícia tem todos os elementos que comprovam que essas informações não são verdadeiras, eles confessam”, comentou o delegado Filipe Martins.

Conforme o investigador, o corpo da vítima foi enterrado em uma área de mata fechada, às margens das BR-470, em uma cova cavada pelo próprio padrasto.

De acordo com Martins, os elementos analisados pela investigação levaram a crer que mãe e padrasto agrediram a criança até a morte. O padrasto confessou ter iniciado o ataque “porque queria corrigir a criança”.

“Ele narra que os dois agrediram a criança e, em determinado momento, ela [a menina] ficou sozinha com a genitora no quarto. Depois, ele volta para o quarto e [eles] a veem morta. Eles entram em desespero e tomam a decisão, em comum acordo, de se livrar do corpo”, relatou.

Entenda o ponto a ponto do crime, segundo a investigação:

Os pais procuraram a polícia e informaram que a criança desapareceu sem deixar vestígios;
Durante as oitivas de mais de 12 pessoas, entre familiares e vizinhos, a polícia identificou contradições nas versões;
Após confessar o crime, o padrasto indicou à polícia o local onde estava o corpo da vítima. Na casa da mãe e padrasto foram encontrados vestígios de sangue;
Peritos verificaram, a partir da aplicação do reagente luminol, presença de sangue em diversos cômodos onde houve tentativa de ocultação do fluído. Exames vão verificar se material era da menina;
A menina foi agredida e, após perceberem que ela estava sem vida, os dois decidiram colocar a vítima em uma mala e enterrar o corpo nas proximidades da BR-470;
Os motivos das agressões seriam uma forma de “corrigir” a criança.

Com informações do g1 SC

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