Saúde

Março Lilás: SC reforça vacinação contra HPV e diagnóstico precoce no combate ao câncer de colo do útero

Campanha estadual alerta para prevenção da terceira neoplasia mais comum entre mulheres brasileiras, com cerca de 1.030 casos anuais em Santa Catarina.

Foto: Sid Macedo Ascom/SES/SC

No Março Lilás, Santa Catarina intensifica a conscientização sobre o câncer de colo do útero, terceira neoplasia mais frequente entre mulheres no Brasil (excluindo tumores de pele não melanoma). A Secretaria de Estado da Saúde (SES) alerta para a vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano) como a principal forma de prevenção e destaca a rede estruturada do Sistema Único de Saúde (SUS), que garante consultas, exames, diagnósticos e tratamentos oncológicos completos.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Estado registra cerca de 1.030 novos casos anuais, com 70 apenas em Florianópolis. Santa Catarina conta com 21 hospitais habilitados pelo Ministério da Saúde para atendimento oncológico especializado. Os serviços incluem consultas especializadas, exames preventivos e diagnósticos, radioterapia, quimioterapia, cirurgias oncológicas, imunoterapia e terapia hormonal. O tratamento é personalizado conforme o estágio da doença, priorizando a detecção precoce para melhores resultados.

No Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON), unidade estadual de referência, 112 mulheres foram atendidas com câncer de colo do útero em 2025. “A doença é evitável com vacinação contra HPV e exames preventivos regulares”, reforça a gerente técnica do CEPON, Dra. Mary Anne Taves.

HPV: o principal vilão e como combatê-lo

O câncer cervical está diretamente ligado à infecção persistente por tipos oncogênicos do HPV, vírus sexualmente transmissível comum que, na maioria dos casos, é eliminado naturalmente. No entanto, infecções crônicas podem gerar lesões pré-cancerosas que evoluem para tumores. Fatores de risco adicionais incluem tabagismo, imunossupressão, múltiplos parceiros sexuais e ausência de preservativos.

“A vacinação contra o HPV é um dos maiores avanços da saúde pública na prevenção desse câncer. Ao imunizarmos crianças e adolescentes, investimos no futuro e salvamos vidas. O CEPON reforça o compromisso com informação, prevenção e acesso às políticas de saúde”, explica o diretor-geral do CEPON, Dr. Alvin Laemmel.

Vacina gratuita no SUS: quem pode se vacinar?

A vacina quadrivalente contra o HPV está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para:

  • Meninas e meninos de 9 a 14 anos (esquema completo com duas doses).
  • Jovens de 15 a 19 anos (resgate vacinal ampliado até o primeiro semestre de 2026).
  • Pessoas até 45 anos com condições especiais: pacientes oncológicos, transplantados, imunossuprimidos e portadores de HIV/Aids.

Essa estratégia visa ampliar a cobertura e reduzir a incidência da doença em longo prazo.

Prevenção e diagnóstico precoce: chaves para a cura

A prevenção salva vidas. O exame Papanicolau (citologia oncótica), realizado anualmente ou a cada três anos (conforme orientação médica), detecta alterações celulares precocemente, permitindo intervenção antes do câncer se instalar. Nos estágios iniciais, a doença é assintomática. Em fases avançadas, surgem sinais como:

  • Sangramento vaginal anormal (pós-relacionamento ou entre menstruações).
  • Corrimento com odor fétido.
  • Dor pélvica ou durante relações sexuais.
  • Sangramento após menopausa.

Ampliar a cobertura vacinal e incentivar exames preventivos são essenciais para reduzir a mortalidade. Em SC, a rede SUS garante atendimento integral, do diagnóstico ao acompanhamento pós-tratamento.

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