A barragem, denominada “Fundão”, passava por um processo de elevação do aterro de contenção, já que o reservatório havia atingido seu limite
Foto: Divulgação
Na tarde de 5 de novembro de 2015, ocorreu um dos desastres ambientais mais impressionantes e trágicos da história contemporânea do Brasil. Uma barragem de rejeitos de mineração, localizada no extinto subdistrito de Bento Rodrigues, na cidade de Mariana (MG), rompeu-se e causou danos irreversíveis à região.
A barragem, denominada “Fundão”, passava por um processo de elevação do aterro de contenção, já que o reservatório havia atingido seu limite. Por volta das 15h30 daquele dia, começaram a surgir sinais de vazamento, e uma equipe foi rapidamente deslocada para conter o problema. No entanto, cerca de uma hora depois, às 16h20, a tragédia teve início: um rompimento de grandes proporções lançou uma avalanche de rejeitos pelo vale abaixo.
A lama seguiu o curso do córrego Santarém e atingiu rapidamente o subdistrito de Bento Rodrigues, situado a aproximadamente 2,5 km abaixo, que foi completamente inundado e destruído. Devido à localização isolada e aos acessos precários, o subdistrito ficou inacessível por terra, dificultando os trabalhos de resgate, que precisaram ser feitos por helicópteros. Ao todo, foram confirmadas 18 mortes.
O impacto do desastre foi gigantesco, sendo considerado o maior acidente industrial em termos de danos ambientais da história do país, além de ser o maior envolvendo barragens de rejeitos. Os resíduos, ricos em metais pesados, poluíram o Rio Doce — que abastece diversos municípios de Minas Gerais e Espírito Santo — e afetaram inúmeras espécies de peixes e outros animais. Em poucos dias, a lama chegou ao oceano. Especialistas apontam que os efeitos da poluição marinha poderão ser sentidos por pelo menos cem anos.
Fonte consultada:
WIKIPÉDIA. Rompimento de barragem em Mariana. Disponível em Rompimento de barragem em Mariana – Wikipédia, a enciclopédia livre Acesso em 05 nov. 2025