O motim foi resultado de uma disputa entre facções criminosas: o Comando Classe A atacou membros do Comando Vermelho
Foto: Autoria Desconhecida/wiki commons (meramente ilustrativa)
Em 29 de julho de 2019, o Centro de Recuperação Regional de Altamira, no Pará, tornou-se palco de uma das maiores tragédias do sistema prisional brasileiro. O que começou como uma disputa entre facções terminou com 62 mortos, em um massacre que chocou o país e escancarou a falência da política carcerária.
O motim foi resultado de uma disputa entre facções criminosas: o Comando Classe A atacou membros do Comando Vermelho. A rebelião começou por volta das 7h da manhã, durante o café, e durou cerca de cinco horas. Os agressores atearam fogo em celas metálicas e decapitaram rivais. A estrutura do presídio, composta por contêineres metálicos sem ventilação, transformou o incêndio em uma armadilha fatal, resultando na morte de dezenas de detentos por asfixia.
A unidade operava com mais que o dobro da capacidade e contava com apenas 33 agentes penitenciários. O histórico de tensão entre facções e a precariedade estrutural do presídio eram conhecidos pelas autoridades. O massacre não foi surpresa, mas sim consequência direta da negligência estatal.
Fonte consultada:
WIKIPÉDIA. Massacre em Altamira em 2019. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_em_Altamira_em_2019 Acesso em 29 jul. 2025