Caso foi descoberto após a criança contar à mãe o que havia acontecido dentro de casa.
Imagem Ilustrativa Polícia Civil
Um homem foi condenado a 18 anos e 8 meses de prisão por estupro de vulnerável após investigação da Polícia Civil sobre abuso contra uma criança de quatro anos em Balneário Arroio do Silva. A decisão foi da Justiça da Comarca de Araranguá. O condenado permanece preso e deverá cumprir a pena em regime fechado.
A sentença também determinou o pagamento de indenização mínima de R$ 10 mil por danos morais à vítima.
O caso começou a ser investigado em 18 de novembro de 2025, quando a mãe da criança procurou a Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Araranguá.
Segundo o relato apresentado à polícia, a menina contou que havia sofrido abuso dentro da própria casa enquanto a mãe dormia.
A mulher confrontou o marido, que negou o ocorrido. Mesmo assim, a forma como a criança descreveu o que havia acontecido fez com que a mãe procurasse ajuda das autoridades.
A família procurou primeiro a Polícia Científica e depois foi encaminhada à DPCAMI. Na delegacia, a mãe foi atendida por uma psicóloga policial e relatou em detalhes o que havia escutado da filha.
Enquanto isso, a criança foi acolhida em um espaço preparado para atendimento de menores. Durante o atendimento, a menina voltou a contar espontaneamente o que havia acontecido.
Diante da situação, a delegada responsável determinou a prisão em flagrante do pai, que foi levado para a Central de Plantão Policial. Depois, a Justiça decidiu manter a prisão.
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Durante a investigação e o processo judicial, foi confirmado que o homem praticou atos de natureza sexual contra a criança. O crime é classificado como estupro de vulnerável, quando a vítima tem menos de 14 anos.
O depoimento da menina foi colhido por meio de depoimento especial, procedimento usado para ouvir crianças vítimas de violência em ambiente adequado e com acompanhamento de profissionais.
Testemunhas e profissionais que participaram do primeiro atendimento também foram ouvidos durante o processo. Eles relataram que o relato da criança foi claro e consistente.
Com base nas provas reunidas, a Justiça reconheceu o crime e condenou o homem. A pena foi aumentada porque o autor é pai da vítima e porque o caso aconteceu dentro do ambiente familiar.
Durante a investigação também foi identificado que o homem já havia sido investigado anteriormente. Em 2015, ele chegou a ser apontado como suspeito em um caso envolvendo uma adolescente de 13 anos, com quem mantinha relacionamento quando tinha 27 anos. Na época, porém, não houve indiciamento nem condenação.
Segundo a Polícia Civil, o processo, da denúncia até a sentença, foi concluído em pouco mais de três meses.