Saúde

Menino de 3 anos com paralisia cerebral mobiliza campanha para manter tratamento em Tubarão

Família organiza café colonial solidário para arrecadar recursos e garantir terapias essenciais para a criança.

Foto: Redes Sociais

A rotina do pequeno Dominyc da Silva Rodrigues, de apenas três anos, é marcada por cuidados intensivos desde o nascimento. Morador de Tubarão, no Sul de Santa Catarina, ele depende de suporte respiratório permanente e de terapias diárias para manter a qualidade de vida e estimular o desenvolvimento.

Dominyc sofreu falta de oxigênio durante o parto, condição conhecida como hipóxia, que resultou em paralisia cerebral e hipotonia grave — um quadro que compromete a força muscular e afeta diretamente funções como respiração e alimentação.

Segundo a mãe, Keity Rodrigues, a complicação foi descoberta apenas no momento do nascimento. “Durante a gravidez estava tudo normal. No dia em que procurei o hospital porque ele havia parado de se mexer, os exames mostraram que não havia batimentos cardíacos. Foi feita uma cesariana de emergência e ele precisou ser reanimado logo após nascer”, relata.

Após o parto, Dominyc permaneceu sete meses internado em UTI. Exames realizados posteriormente confirmaram a lesão neurológica causada pela falta de oxigênio.

Desde então, a família enfrenta uma rotina de cuidados contínuos. O menino utiliza Bipap acoplado à traqueostomia, aparelho que auxilia na respiração, além de aspirador para limpeza das vias respiratórias e alimentação por gastrostomia, realizada por sonda. “Ele precisa de acompanhamento 24 horas por dia. A gente acorda de madrugada para aspirar e alimentar. Ele não pode ficar sozinho porque depende do respirador”, explica a mãe.

Atualmente, Dominyc realiza fisioterapia motora e respiratória, além de necessitar de acompanhamento com fonoaudiólogo e terapia ocupacional, considerados essenciais para estimular a alimentação pela boca e evitar agravamento das limitações motoras.

Parte do tratamento é custeada pelo Estado, mas as demais terapias geram um custo mensal de cerca de R$ 10.800, valor que a família não consegue manter sozinha. “É um tratamento contínuo. Não é algo que se faz uma vez e termina. Se a gente parar, ele pode ter regressões na respiração e nos movimentos”, afirma Keity.

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Para ajudar a custear as terapias e outros equipamentos necessários ao desenvolvimento do menino, amigos e voluntários organizaram um café colonial solidário, que será realizado no dia 11 de abril, a partir das 16h.

Além da venda de ingressos, a organização também recebe doações de ingredientes e produtos para o evento. Interessados podem entrar em contato com Val, pelo telefone (48) 98830-9287.

Também é possível contribuir por meio de doação via PIX:
PIX (CPF): 165.234.899-90
Nome: Dominyc da Silva Rodrigues

Segundo a família, qualquer valor pode ajudar a manter o tratamento.

“Se cada pessoa ajudasse com um pouco, já faria uma diferença enorme para a vida dessas crianças que precisam tanto de tratamento”, diz a mãe.

A rotina e as atualizações sobre a campanha são compartilhadas nas redes sociais da família, onde também são divulgadas informações sobre o evento beneficente. A mobilização busca sensibilizar a comunidade para garantir que Dominyc continue recebendo os cuidados necessários para sua evolução.

Foto: Redes Sociais

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