No Criciúma, seu nome entrou para a história em 1995, ano em que presidiu o clube na conquista do Campeonato Catarinense diante da Chapecoense.
Milton deixa a esposa Vera e dois filhos (Foto: Arquivo Família Milton Carvalho)
A morte de Milton Carvalho, ex-presidente do Criciúma Esporte Clube, abre espaço para recordar uma trajetória marcada por paixão ao futebol, conquistas e uma forte ligação com a cidade que o acolheu ainda na infância.
Carvalho chegou a Criciúma em 1959, aos 11 anos, e construiu uma relação que ultrapassou o campo esportivo. Foi dirigente, comunicador, colunista e um observador atento da vida da cidade. No Criciúma, seu nome entrou para a história em 1995, ano em que presidiu o clube na conquista do Campeonato Catarinense diante da Chapecoense.
A final ficou eternizada também por um detalhe de bastidor. Milton relatava com frequência, em programas esportivos, que havia alertado o atacante Luiz Carlos Oliveira a arriscar chutes de fora da área, já que percebera o goleiro adversário nervoso e pálido. O conselho foi certeiro: logo no início do jogo, Oliveira marcou em cobrança de falta e abriu o caminho para o título.
Fora das quatro linhas, Milton Carvalho se destacou como comentarista em diferentes emissoras de rádio, colunista e sócio do extinto Jornal da Manhã. Sua presença constante no debate esportivo o transformou em referência para torcedores e colegas de imprensa.
O reconhecimento pela sua dedicação veio em 2013, quando recebeu o título de Cidadão Honorário de Criciúma, consolidando seu nome como uma das figuras mais ligadas ao desenvolvimento cultural e esportivo do município.
Mais do que dirigente, Milton Carvalho deixa lembranças de alguém apaixonado pelo futebol, pelo Criciúma e pela cidade que adotou como sua casa.