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Ministério Público apura conduta do delegado-geral no caso Orelha; Ulisses Gabriel nega notificação

MP de Santa Catarina avalia se há elementos para aprofundar investigação sobre possível abuso de autoridade do delegado Ulisses Gabriel ou violação de sigilo funcional.

Foto: Divulgação

O Ministério Público de Santa Catarina instaurou um procedimento preparatório para apurar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, no contexto do caso do cão comunitário Orelha. A medida tem como objetivo verificar se há necessidade de abertura de um inquérito civil para aprofundar a investigação.

Segundo o MP, a apuração busca esclarecer se houve eventual abuso de autoridade, violação de sigilo funcional ou ato de improbidade administrativa, especialmente no que se refere à divulgação de informações relacionadas ao caso. O procedimento foi instaurado após o recebimento de representações que questionam a atuação do delegado-geral.

Procurado pelo portal Sul in Foco, Ulisses Gabriel afirmou, por meio de nota, que desconhece qualquer representação formal contra ele no Ministério Público. O delegado sustenta que não pode responder por abuso de autoridade ou violação de sigilo, pois não é, e nunca foi, responsável pela investigação do caso. Ele também afirma que as informações divulgadas em coletiva eram de conhecimento público e não possuíam caráter sigiloso.

O delegado-geral ainda declarou estar à disposição do Ministério Público para prestar esclarecimentos e ressaltou que, em sua avaliação, há motivações políticas e interesses escusos que tentam atingir o trabalho desenvolvido pela Polícia Civil.

Ao fim da apuração preliminar, o Ministério Público poderá decidir pelo arquivamento do procedimento ou pela instauração de um inquérito civil para aprofundar as investigações.

Confira, na íntegra, a nota do delegado-geral Ulisses Gabriel:

“Desconheço a representação que foi feita contra mim no MP. Mas não tenho como responder por abuso de autoridade, muito menos por violação de sigilo funcional, pois não sou e nunca fui responsável pela investigação. E as informações que recebi e declarei em coletiva não eram sigilosas, mas de conhecimento público.

Estou à disposição do Ministério Público para esclarecer o que for perguntado, salientando que há nesse contexto movimentos políticos e motivações escusas visando atingir o trabalho da Polícia Civil.

Respeitosamente.

Ulisses Gabriel
Delegado-Geral da Polícia Civil”

Veja também: Polícia Civil conclui investigação sobre morte do Cão Orelha e pede internação de adolescente

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