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Mona Lisa: A história por trás de uma das obras de arte mais conhecidas do mundo

Historiadores acreditam que Da Vinci trabalhou na pintura por três anos, entre 1503 e 1506, mas continuou retocando-a até cerca de 1517

Foto: Autoria Desconhecida/wiki commons

Você já ouviu falar na Mona Lisa? É provável que a maioria de nós, em algum momento da vida, já tenha escutado esse nome, ou ainda vá ouvir. Trata-se de uma pintura feita pelo italiano Leonardo da Vinci, um dos maiores nomes do Renascimento, durante o século XVI. Atualmente, a obra está exposta no Museu do Louvre, em Paris, na França, e atrai milhões de visitantes todos os anos, sendo uma das mais procuradas do mundo.

Historiadores acreditam que da Vinci trabalhou na pintura por três anos, entre 1503 e 1506, mas continuou retocando-a até cerca de 1517. Popularmente conhecida como Mona Lisa, a obra também recebe outros nomes: “A Gioconda” ou “La Gioconda”, em italiano, e “La Joconde”, em francês. A pintura retrata uma mulher sentada com os braços apoiados, exibindo um olhar sereno e um sorriso discreto. Ao fundo, destaca-se uma paisagem com montanhas nevadas, uma estrada sinuosa e um rio.

A obra foi levada para a França quando da Vinci se mudou para o país, após ser contratado pela corte francesa. Ele vendeu a pintura ao então rei Francisco I por cerca de 4.000 táleres de ouro. Após a compra, a Mona Lisa foi guardada no Castelo de Fontainebleau, transferida para o Palácio de Versalhes, depois para o Palácio das Tulherias, até ser finalmente exposta no Museu do Louvre, onde permanece até hoje.

Mas afinal, quem é a mulher retratada na obra de da Vinci? Existem várias teorias, mas a mais aceita é baseada no relato do biógrafo Giorgio Vasari. Segundo ele, a mulher seria Lisa del Giocondo, esposa de um influente comerciante de Florença. Vasari afirma que o casal era vizinho de da Vinci e teria encomendado a pintura como forma de celebrar o nascimento de seu segundo filho.

Outras teorias sugerem que a figura retratada seria, na verdade, um autorretrato de da Vinci vestido com roupas femininas. Há também quem defenda que se trata de Isabel de Aragão, uma duquesa da época que financiava artistas, entre eles, da Vinci.

Até o século XX, a obra não era tão popular e atraía poucos visitantes. Isso mudou drasticamente após um incidente que marcou sua história para sempre. Em 21 de agosto de 1911, a Mona Lisa foi roubada do museu, e os seguranças só perceberam seu desaparecimento horas depois. A polícia iniciou uma grande investigação e, inicialmente, suspeitou do poeta italiano Guillaume Apollinaire, que chegou a ser preso por uma semana.

Apollinaire foi liberado após a investigação concluir que ele não teve envolvimento com o roubo. A polícia também suspeitou do pintor espanhol Pablo Picasso, mas logo descartou sua participação. As investigações duraram dois anos, até que, em 1913, a polícia recebeu uma denúncia sobre um homem tentando vender um quadro. O indivíduo era o italiano Vincenzo Peruggia, e o quadro era, de fato, a Mona Lisa. Durante o interrogatório, Peruggia alegou ter agido por patriotismo, afirmando que a obra deveria estar na Itália, onde foi produzida, e não na França. Ele foi condenado e permaneceu preso por cerca de um ano. A pintura voltou ao Louvre em 1914.

Esse episódio acabou dando fama internacional à obra de da Vinci, que até então não era amplamente conhecida. Desde então, a Mona Lisa passou a ser visitada por milhões de pessoas todos os anos, tornando-se um ícone da arte mundial.

Fonte consultada:

SILVA, Daniel Neves. “Mona Lisa”; Brasil Escola. Disponível em https://brasilescola.uol.com.br/artes/mona-lisa.htm. Acesso em 21 de agosto de 2025.

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