Saúde

Moradores flagram criadouro de dengue em piscina de casa abandonada em Florianópolis

Foram recolhidas quatro amostras com pelo menos 10 larvas do mosquito no local

Divulgação

Moradores do bairro Itacorubi, em Florianópolis, descobriram um criadouro de larvas do mosquito da dengue em uma casa abandonada no Parque São Jorge. A prefeitura entrou no local, na manhã desta quarta-feira (13), após diversas denúncias feitas por vizinhos da residência. A ação só pôde ser realizada após a publicação do decreto que coloca a cidade em situação de epidemia.

Segundo o município, o documento prevê a possibilidade de entrada emergencial em imóveis, já que Florianópolis vive situação precária de saúde pública em relação à dengue.

No local foram recolhidas quatro amostras com pelo menos 10 larvas do mosquito, que irão para análise nos próximos dias.

Apesar de a casa estar abonada, os proprietários já foram identificados e um ato de infração será lavrado, de acordo com a prefeitura. A residência fica localizada na região que domina a lista de bairros com casos confirmados da doença – são 177 pessoas infectadas. Outros 37 estão em investigação.

Durante o dia, a prefeitura vai fazer a limpeza do local. De acordo com a Vigilância Sanitária, a piscina será higienizada e tampada com areia. A ação deve durar o dia todo.

Situação na cidade

Pelo menos um caso de dengue já foi identificado em 26 bairros de Florianópolis. A região mais afetada é o Itacorubi (161), seguido de Agronômica (32), Córrego Grande (14) e Carvoeira (10).

Na terça-feira (12), o município decretou situação de emergência após o registro de 3,5 mil focos do mosquito e 329 pessoas diagnosticadas com a doença.

Segundo o Levantamento de Índice Rápido de Infestação para Aedes aegypti (LIRAa), feito em março, 60% dos focos estão em residências, o que indica alto nível de transmissão da doença na Capital.

Uma operação foi instaurada, nesta quarta-feira, para mobilizar moradores em casas com grande risco de transmissão do vírus. A ação vai envolver escolas, creches, bairros, locais públicos e residências particulares.

De acordo com Priscila Valler, diretora de Vigilância em Saúde do Município, os moradores possuem resistência em receber visita dos agentes e seguir as orientações para controle do mosquito. Além disso, chuva, terrenos e imóveis abandonados aumentam o cultivo de focos e elevam os índices da doença.

Com informações do NSCTotal

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