Meio Ambiente

Mortandade de peixes acende alerta ambiental na Lagoa do Meio e mobiliza órgãos oficiais, em Imbituba

Coleta de água para análise e recomendação para evitar contato com a lagoa aumentam preocupação enquanto laudo técnico não é concluído.

Foto: Divulgação

A mortandade de uma grande quantidade de peixes registrada neste domingo, dia 8, na Lagoa do Meio, localizada na Praia do Rosa, em Imbituba, mobilizou a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, vinculada ao ICMBio, que realizou coleta de água nesta segunda-feira, 9, e encaminhou o material para análise no Departamento de Química da Universidade Federal de Santa Catarina. A ocorrência veio à tona após vídeos circularem nas redes sociais alertando moradores, e a Prefeitura de Imbituba também foi acionada para acompanhamento do caso.

Segundo a equipe técnica, o laudo deve ser apresentado em aproximadamente 15 dias e deve indicar as possíveis causas da mortandade, além dos impactos ambientais associados ao episódio. Até a conclusão do estudo, os órgãos envolvidos seguem monitorando a situação na lagoa.

“Vamos aguardar o laudo para confirmar o caso. A APABF/ICMBio recomenda que as pessoas não entrem na água da Lagoa do Meio, nem toquem em algum eventual peixe morto, por risco de contaminação, até que a gente tenha a confirmação do laudo”, afirmou Stephano Ridolfi, analista ambiental chefe da unidade.

Para receber em tempo real as principais notícias que impactam a nossa região,
entre no grupo de WhatsApp do Sul in Foco clicando aqui.

O chefe da unidade também destacou que o episódio reforça a necessidade de consolidação de protocolos de emergências ambientais nas lagoas que integram a área de proteção ambiental. A medida é considerada estratégica para resposta rápida em ocorrências semelhantes. O professor Paulo Horta explicou que situações como essa podem estar associadas a fatores como baixos níveis de oxigênio na água, floração de algas nocivas, poluição por esgoto doméstico ou resíduos, alterações de temperatura, estratificação da coluna d’água ou mudanças abruptas nas condições ambientais.

A equipe técnica ressalta que a proteção das lagoas dentro da área de proteção ambiental é considerada essencial para a preservação da biodiversidade, garantia da segurança hídrica, manutenção da pesca artesanal e qualidade de vida das comunidades locais.

Notícias Relacionadas

Estado garante que obras serão retomadas hoje no Farol de Santa Marta, em Laguna

No ponto mais alto do Estado, turistas esperam por horas, mas neve não cai

Imbituba e Garopaba iniciam novo modelo de sinalização de trilhas

A ação começou no último fim de semana, com a sinalização da Trilha da Caranha, que liga as Praias da Barra e Ouvidor.

Em Brasília, lideranças decidem por rever limites do Parque Nacional de São Joaquim

Uma comissão foi montada com o intuito de no prazo de 60 dias avaliar as reivindicações apresentadas.