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Mortes de botos em Laguna podem ter sido causadas por colisão com embarcações, diz IMA

Órgão ambiental pede cuidados redobrados por parte de usuários de lanchas e motos aquáticas.

Divulgação

As mortes de dois filhotes de botos neste mês em Laguna, no Sul catarinense, podem ter sido causadas por colisão com embarcações, segundo o Instituto do Meio Ambiente (IMA). Isso porque exame de necropsia apontou que ambos estavam com fraturas no corpo. O órgão alerta aos usuários de equipamentos náuticos como lanchas e moto aquáticas que evitem circular pelo complexo lagunar Santo Antônio dos Anjos-Imaruí-Mirim e pelo Canal da Barra. E que, quando isso for necessário, que seja redobrada a atenção e obedecidos os limites de velocidade.

A primeira morte foi no dia 20, de um boto-pescador (Tursiops gephyreus) macho que tinha de 15 a 20 dias de vida, media 1,45m e pesava 32kg. Ele estava com trauma mecânico craniano na região temporal, estômago vazio e órgãos sem alterações. O outro boto da mesma espécie foi encontrado morto no dia 23. O filhote vivia na Lagoa de Santo Antônio dos Anjos, tinha pouco mais de 30 dias de vida, e estava com marcas pelo corpo de contato social e de atrito com as pedras, fratura de grande extensão no maxilar e desgastes na mandíbula.

Há um ano não havia registro de morte de boto-pescador em Santa Catarina, conforme dados do IMA. Em 2018, foram encontrados 16 animais mortos, sendo 10 da população de Laguna. Destes, em três foi identificada interação com petrecho de pesca.

Relação ecológica

Conforme o IMA, o complexo lagunar é o local onde reside a população desses animais, estimada entre 52 a 60 indivíduos. O grupo coopera para a captura da tainha: ao identificar os cardumes, eles mandam sinais aos pescadores por meio do mergulho ou batendo a cabeça, indicando a presença dos peixes.

Plano de Conservação da Espécie

Desde 2019, há um Plano de Ação Estadual para Conservação da espécie, com o IMA e demais entidades parceiras como o Ibama (Instituto do Meio Ambiente) e a Polícia Militar Ambiental (PMA). Entre as metas estão reduzir a captura acidental de botos-pescadores por emalhe, fazer o ordenamento do so do complexo lagunar por embarcações e emissão de ruídos, e monitorar os parâmetros populacionais e das condições de saúde do boto-pescador.

No último dia 17, foram apreendidas durante fiscalizações 14 redes irregulares no Rio Tubarão, sendo nove redes de emalhe irregulares e cinco redes do tipo jerival para pesca de camarão. Um homem foi notificado e intimado a comparecer à PMA.

Com informações do site G1/SC

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