Saúde

Mortes por febre amarela em 2021 deixam SC em alerta

Em 2021, sete casos da doença foram confirmados no Estado e duas pessoas morreram

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O aumento no número de notificações e a confirmação de casos de febre amarela em macacos acenderam o alerta para a circulação do vírus em Santa Catarina. Em 2021, foram confirmados sete casos da doença em humanos no Estado e duas pessoas morreram — o primeiro foi um morador de Águas Mornas, na Grande Florianópolis, e o caso mais recente foi em Blumenau, no Vale do Itajaí.

Por esse motivo, é importante que a população conheça os sintomas, cuidados e como se prevenir dessa doença perigosa.

Casos de febre amarela em Santa Catarina

Conforme a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), os sete casos confirmados da doença em 2021 foram nos municípios de Águas Mornas, Anitápolis, Blumenau, Imbituba, São Bonifácio e Taió. Sendo que um morador de Águas Mornas e um de Blumenau acabaram vindo a óbito.

O Estado já recebeu a notificação de 473 casos suspeitos em macacos em 56 municípios de Santa Catarina. Desses, 121 foram confirmados com febre amarela, 298 tiveram a causa de óbito indeterminada (sem possibilidade de diagnóstico devido à ausência de coleta de amostras para análise), 21 foram descartados e 33 permanecem em investigação.

A Dive destaca que todo caso suspeito deve ser imediatamente comunicado por telefone ou e-mail às autoridades de saúde (em até 24 horas), por se tratar de doença grave com risco de dispersão para outras áreas do território nacional e internacional.

As notificações de adoecimento ou morte de macacos também são importantes para detectar a circulação do vírus precocemente e adotar medidas de prevenção e controle. 

Estudos de avaliação de risco que vêm sendo realizados pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina em parceria com os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo, Ministério da Saúde e Fiocruz, sendo possível estimar a velocidade de deslocamento do vírus pelos corredores ecológicos em 3 km/dia.

Conforme o estudo, o vírus está percorrendo as regiões do Nordeste, Planalto Norte, Médio Vale do Itajaí e Alto Vale do Rio do Peixe e expandindo para a região da Serra Catarinense, Alto Vale do Itajaí e Xanxerê, onde há Mata Atlântica.

Na imagem abaixo é possível visualizar a avaliação de risco nas diversas regiões do Estado. As áreas destacadas em vermelho, indicam que há maior potencial de circulação e disseminação do vírus, por conta da baixa cobertura vacinal.

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O que é a Febre Amarela?

A febre amarela é causada por um vírus transmitido por algumas espécies de mosquitos. A transmissão não é feita diretamente de uma pessoa para outra. Para isso, é necessário que o mosquito pique uma pessoa infectada e, após o vírus ter se multiplicado (nove a 12 dias), pique um indivíduo que ainda não teve a doença e não tenha sido vacinado.

O ciclo silvestre ocorre quando macacos contraem a febre amarela e mosquitos — principalmente do gênero Haemagogus — picam esses animais. A pessoa picada pelo mosquito pode ser infectada e, ao retornar à cidade, servir como fonte de infecção para o Aedes aegypti, mosquito que circula em áreas urbanas. Nesse caso, pode ocorrer o ciclo urbano.

O último registro do ciclo urbano da doença no Brasil foi em 1942. Desde que a população começou a ser vacinada, apenas ocorreram surtos de contaminações no país pelo ciclo silvestre.

Quais são os sintomas?

– Febre alta;

– Calafrios;

– Dor de cabeça intensa;

– Dores nas costas e no corpo em geral;

– Náuseas e vômito;

– Fadiga e fraqueza;

– Casos graves podem causar icterícia (pele e olhos amarelados — sintoma que deu nome a doença), hemorragia interna e insuficiência hepática.

Os sintomas da febre amarela aparecem, em média, entre três e seis dias após a picada do mosquito transmissor infectado. No entanto, a doença pode demorar até 15 dias para se manifestar.

Segundo o Ministério da Saúde, 15% das pessoas infectadas podem apresentar uma melhora dos sintomas por algumas horas ou até mesmo um dia, para depois desenvolver uma forma mais grave da doença.

Entre os casos graves, cerca de 50% das pessoas morrem, o que faz da febre amarela uma doença mais letal do que a Covid-19.

Como tratar?

Não há remédios para o vírus da febre amarela. O tratamento apenas combate os sintomas da doença. Em casos mais graves, é necessário hospitalização.

Vacinação

A única forma de prevenção da febre amarela é a vacina, que fornece imunização com apenas uma dose em 95% a 99% dos vacinados. O imunizante é elaborado a partir de vírus vivo atenuado, que estimula a produção de anticorpos contra a doença.

Desde julho de 2018, todo o estado de Santa Catarina é Área com Recomendação de Vacina (ACRV). Segundo dados da Dive, até dezembro de 2020, a cobertura vacinal em Santa Catarina é de 76,74%. Na imagem abaixo, é possível visualizar a situação de cada município.

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Conforme a diretoria, é fundamental o reforço nas áreas com percentual de vacinados abaixo de 95%, principalmente nos locais em que há evidência da circulação do vírus da febre amarela em macacos.

A vacina é indicada para pessoas de 9 meses a 59 anos de idade e está disponível em todas as unidades de saúde de Santa Catarina. Pessoas com 60 anos ou mais e gestantes só devem tomar a dose, após avaliação médica. Para obter o imunizante, é necessário ir a um posto de saúde e apresentar o documento de identidade. 

Com informações do NSCTotal

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