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Motoristas enfrentam dificuldades nos primeiros dias de placas do Mercosul

Novas chapas são para primeiro emplacamento, transferências, furtos, danos e mudança de categoria. Na capital, empresa habilitada ficou fechada nesta manhã.

Divulgação

Desde sexta-feira (31), quem for emplacar um veículo ou precisar fazer uma transferência já vai ter que usar as novas placas no padrão do Mercado Comum do Sul (Mercosul). Mas, nesta segunda-feira (3), quem precisou já enfrentou dificuldades.

Segundo o Departamento Estadual do Trânsito (Detran), em Florianópolis só um empresa está habilitada para confeccionar a nova placa e o local ficou fechado pela manhã desta segunda. E tem cidade que não tem nenhuma empresa cadastrada ainda.

O Detran orientou que caso a cidade não tenha ainda uma empresa credenciada, o motorista pode procurar a cidade mais próxima. Os credenciamentos serão feitos de acordo com a demanda e a solicitação tem que ser feita pelo próprio município.

Se a pessoa for multada por não conseguir fazer o emplacamento porque não encontrou empresa credenciada na cidade, a orientação do Detran é recorrer da multa.

Dificuldades

As placas estão prontas, só esperando a estampa com a nova sequência de letras e números. Mas a única empresa de Florianópolis credenciada pelo Detran para confeccionar as novas placas ficou fechada a manhã inteira.

“A gente começou achando que o primeiro dia ia ser um dia mágico, de muito trabalho e está sendo um dia de prejuízo”, disse o proprietário da empresa, Julio César Fernandes da Silva. “A gente está aguardando há uma semana já. Amanhã [terça] já vai fazer uma semana que a gente está nessa angústia de ter a nossa empresa credenciada”, completou.

A empresa só conseguiu a autorização do Detran catarinense porque se adiantou no ano passado. O pedido foi feito no início de dezembro. Segundo o Detran de Santa Catarina, 50 processos estão sendo analisados nesse momento.

“Tiveram estampadores que deram entrada antes e outros que deram entrada há poucos dias. Esse processo tem que ser analisado pelo credenciamento, tem que ser feita vistoria in loco das estampadoras. Temos um quadro de funcionários não muito grande para poder analisar todos esses processos, por isso essa demora também na análise dessa documentação”, afirmou a gerente de Registros de Licenciamento de Veículos, Joane Toigo.

Até agora as novas placas vistas nas ruas são de veículos que vieram de outros estados. A partir desta segunda, Santa Catarina passa a usar a placa no novo padrão. A mudança foi necessária porque não havia mais combinações possíveis com a antiga sequência. A nova placa tem quatro letras e três números.

Além disso, não aparece mais a cidade do veículo. O motorista não vai mais precisar fazer uma nova placa no caso de transferência. Ela também tem um QR Code com informações do fabricante e estampador.

Orientações

Mas ninguém vai precisar correr para trocar a placa se não tiver um motivo. “Isso ocorre quando o veículo é transferido de estado que vem com a placa cinza, quando o veículo é transferido de município e quando troca de categoria”, disse a gerente.

Nesses casos o motorista paga só pela placa. E ela ficou mais cara. A unidade custa R$ 100. O par da antiga era R$ 159,31. Mas em alguns casos o motoristas vai desembolsar um pouco mais.

O condutor pode escolher trocar a placa, mas aí vai ter que pagar uma taxa do próprio Detran além do preço da placa. Essa taxa é de R$ 151, 44.

Nos casos de extravio ou furto, o motorista também vai pagar esse valor. Essa taxa vale também para a colocação da placa adicional, a terceira placa, no caso de uma carroceria , por exemplo.

Com informações do site G1/SC

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