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Mulheres recebem 62% das bolsas da Fapesc para pesquisa

Com essas bolsas, as estudantes não precisam trabalhar e conseguem se dedicar exclusivamente à pesquisa. Assim melhoram a qualidade dos trabalhos e avançam mais rapidamente na carreira acadêmica

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Para marcar o Dia Internacional da Mulher, a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) divulga indicadores que mostram o investimento em projetos liderados por mulheres em Santa Catarina. Um dos destaques é as bolsas para estudantes de pós-graduação. De 2017 a 2019, 62% delas foram destinadas às pesquisadoras catarinenses de mestrado e doutorado.

Com essas bolsas, as estudantes não precisam trabalhar e conseguem se dedicar exclusivamente à pesquisa. Assim melhoram a qualidade dos trabalhos e avançam mais rapidamente na carreira acadêmica.

A bióloga, mestre em Ciências da Saúde e doutora em Biotecnologia e Biociências Greicy Malaquias faz parte da equipe que está desenvolvendo uma vacina catarinense contra Covid-19 a partir de uma recombinante BCG. Ela conta com uma bolsa de pós-doutorado da Fapesc e assim consegue se dedicar ao trabalho no laboratório de Imunobiologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

“Eu sempre me interessei por ciência, mas o contato com a pesquisa só aconteceu no final da minha graduação. E hoje, alguns anos depois, o meu maior desafio como cientista tem sido conciliar pesquisa e maternidade”, comenta.

Greicy, além de pesquisadora, é mãe de um bebê de um ano e meio chamado Mateus.

Valéria Maria Limberger Bayer, hoje professora da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, conseguiu uma bolsa já em 2008, quando fazia o doutorado na área de Ciência de Alimentos da UFSC. Esse recurso viabilizou a pesquisa e permitiu com que concluísse o estudo.

“Se hoje eu consigo contribuir com a formação de outros profissionais, se consigo estar em uma universidade federal como doutora e pesquisadora, é em função do financiamento do meu doutorado. Sou muito grata”, afirma.

História semelhante tem Patrícia Matos Scheuer, professora do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Após cursar Administração na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) decidiu trocar de área. Fez Engenharia de Alimentos na UFSC e em seguida cursou mestrado e doutorado em Ciência dos Alimentos. A pós-graduação foi possível com apoio da fundação.

“A experiência de ter feito pós-graduação com recurso de edital da Fapesc foi valiosa para minha carreira e também para a bagagem que eu tenho hoje como docente e pesquisadora”, defende.

Desafios

Se as mulheres dominam quando o assunto é bolsas, ainda há desafios na captação de recursos para pesquisas. As propostas submetidas nos editais da Fapesc por mulheres vêm crescendo ao longo dos anos, mas ainda é menos do que a metade. Saiu de 37,76% em 2017 para 40% em 2020.

Quando o assunto é pesquisa, 34,95% dos proponentes são mulheres. O índice cai ainda mais para os editais de tecnologia e inovação, chegando a apenas 25%. A situação só se inverte em eventos e difusão de ciência, tecnologia e inovação. Nesse caso, a participação das mulheres é de 50,36%.

Para mudar essa situação, a Fapesc lançou uma Comissão de Estudos e Incentivos à Participação de Mulheres em Ciência, Tecnologia e Inovação. Esse grupo será responsável por fazer uma análise e elaborar ações para garantir equiparação entre homens e mulheres em todo o ecossistema de Santa Catarina, especialmente na participação das chamadas públicas. Esse trabalho será desenvolvido ao longo dos próximos seis meses.

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