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Museu ao Ar Livre registrou o dobro de visitas ao Centro de Documentação em 2025

Centro Histórico Plínio Benício recebeu pesquisadores do Brasil e do exterior, impulsionado por estudos sobre imigração, produção de livros e processos de dupla cidadania.

Foto: Divulgação

O Arquivo Histórico do Museu ao Ar Livre Princesa Isabel (Malpi) registrou, em 2025, um aumento significativo no número de pesquisadores que buscaram o Centro de Documentação Histórico Plínio Benício (CEDOHI). Ao todo, foram 31 pesquisadores atendidos, mais que o dobro do registrado em 2024, quando 14 pessoas utilizaram o espaço.

Os pesquisadores vieram de diferentes regiões do Brasil e ainda quatro da Itália, em busca de documentos que ajudem a preencher lacunas históricas relacionadas à Colônia Grão-Pará. As consultas têm como objetivo a produção de livros, pesquisas acadêmicas e processos de reconhecimento de dupla cidadania.

Entre os atendimentos está o da estudante Luana Marchesini, de 26 anos, mestranda da Universidade de Modena e Reggio Emilia, na Itália. Ítalo-brasileira, natural do Rio de Janeiro, ela mora no país europeu desde os 18 anos e esteve em Orleans para pesquisar a imigração italiana no Sul do Brasil. Segundo ela, há poucos registros disponíveis na Itália sobre esse processo histórico.

“Ainda há muitas histórias, memórias e experiências vividas que ainda não foram suficientemente vistas e estudadas. Com esta pesquisa, espero contribuir para tornar visível essa realidade e incentivar que outros pesquisadores italianos voltem seu olhar para essas comunidades, refletindo de forma mais ampla e crítica a respeito da história e da cultura da migração italiana aqui no Brasil e reconhecendo-a como parte constitutiva de sua própria história”, comenta Luana.

Luana Marchesini, que faz mestrando na Itália passou quase três meses em Orleans

Na busca por documentos e histórias do passado, também nasceu a amizade entre José Junior Dutra, morador de Santa Rosa de Lima, e Antonio Carlos Glück, professor que vive em Betim (MG). Com 40 e 56 anos, respectivamente, os dois pesquisam a história da comunidade luterana do município de Rio Fortuna.

Frequentadores do Museu ao Ar Livre desde 2019, eles já estiveram em Orleans em 12 oportunidades. Atualmente, escrevem um livro sobre a comunidade luterana local e utilizam o acervo do CEDOHI como principal fonte documental. “O Museu possui o acervo mais importante sobre a imigração alemã no Sul do estado. Muitas pessoas não fazem ideia da importância dele para a história da região”, destaca Junior Dutra.

Junior Dutra (ao centro) e Carlos Glück (ao fundo) já estiveram 12 vezes no Museu

Além desse trabalho, Antonio Carlos Glück também prepara um segundo livro, que irá abordar a história dos imigrantes holandeses que vieram para a Colônia Grão-Pará. “São os holandeses do Baixo Capivari, que se estabeleceram em municípios como São Martinho, São Bonifácio e Armazém”, explica.

A capa provisória da obra será composta por uma lista de nomes de antepassados, documento que integra o acervo do Museu ao Ar Livre. A previsão de lançamento do livro é para 2027. “Já reunimos bastante material. Mas, eventualmente, os colaboradores do Museu, Valdirene Durigon e Idemar Ghizzo, nos encaminham novos documentos, que precisam ser incluídos”, comenta.

O acervo

O Acervo Documental do Centro de Documentação Histórico Plínio Benício é formado por diversas coleções. Entre elas está a da Colônia Grão-Pará (CGP), que reúne documentos relativos a uma das empresas colonizadoras que atuaram no Sul de Santa Catarina.
A empresa pertencia ao Conde d’Eu e à Princesa Isabel e tinha como objetivo comercializar, junto a imigrantes, as terras recebidas pela princesa como dote de casamento. O acervo conta com documentos dos séculos XIX e XX, que abordam tanto a administração da empresa quanto aspectos do cotidiano da colônia.

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