Segurança

Número de grupos neonazistas em SC cresce 158% em 18 meses, diz pesquisadora

No Brasil, aumento foi de 270%, de acordo com reportagem do Fantástico; estimativa é que existam 530 células extremistas no país

Divulgação

Grupos neonazistas cresceram 158% em Santa Catarina no último um ano e meio. Em três anos, em todo Brasil o aumento foi de 270%. A estimativa é que existam no país 530 células extremistas com cerca de 10 mil participantes.

Os dados são de uma pesquisa apresentada pela antropóloga Adriana Dias em entrevista ao Fantástico no domingo (16).

— Tem presença hoje [de grupos neonazistas] em praticamente todas as regiões. Mas o que tem aumentado é o Centro-Oeste, que a gente não via tanto e agora tem muitos grupos já. No Rio de Janeiro e em Minas Gerais também cresceram muito os grupos neonazistas e Santa Catarina aumentou 158% no último ano e meio — disse a antropóloga que pesquisa discurso de ódio no Brasil há 20 anos.

Segundo a Adriana, entre os diferentes grupos extremistas, os neonazistas são maioria. Eles pregam ódio a judeus, negros e homossexuais.

— Eles começam sempre com o masculinismo, ou seja, eles têm um ódio ao feminino e por isso uma masculinidade tóxica. Eles têm antissemitismo, eles têm ódio a negro, eles têm ódio a LGBTQIAP+, ódio a nordestinos, ódio a imigrantes, negação do holocausto — pontou em entrevista ao programa da Rede Globo.

O crescimento do discurso de ódio no Brasil teve destaque no Relatório da Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) do ano passado. A pesquisa foi feita com base em dados fornecidos pelo governo federal.

O estudo alerta que a ação de grupos neonazistas ou que pregam a superioridade da raça branca se aproveita da falta de leis claras contra a intolerância para continuar avançando.

Grupos são alvo da polícia

Investigações policiais têm identificado como esses grupos se articulam. Uma ação do Ministério Público e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Rio de Janeiro confirmou que um deles se preparava para sair da internet e ir para as ruas.

A operação aconteceu em dezembro de 2021 e neste mês de janeiro 14 pessoas de sete estados foram denunciadas. Quatro delas foram presas — três no Rio de Janeiro e uma em São Paulo.

Os investigadores descobriram que o grupo fazia treinamentos paramilitares e uma área de mata na zona Oeste do Rio de Janeiro.

— A liberdade de expressão não é ilimitada e ela não autoriza manifestações discriminatórias ou preconceituosas — disse o procurador de Justiça do Rio de Janeiro, Bruno Gaspar, ao Fantástico.

Com informações do NSCTotal

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