Em entrevista após o jogo, o atacante Zé Carlos falou que recebeu propostas, pediu valorização e descutiu com torcedores
Após uma vitória suada e muito comemorada a saída de campo do Tigre não foi bem como a torcida queria. O artilheiro do Criciúma e da Série B, Zé Carlos, desabafou nos microfones das rádios e revelou ter propostas de outros clubes e ainda fez uma menção a diretoria, pedindo um aumento de salário para ficar no clube.
“A diretoria tem que rever tudo isso. Acho que não estou sendo valorizado. Eu sou um pai de família e essa é a oportunidade da minha vida. Eu mereço valorização e respeito. Não vou negar mais. Sou muito feliz e se a diretoria não me ajudar, vou ver o meu caminho. Quem não quer me valorizar, mas alguém vai ter que me valorizar”, disse o atacante.
Segundo o artilheiro Tricolor amanhã mesmo a situação já deve ser resolvida. “Recebi proposta sim e não vou esconder mais. Quero continuar aqui e marcar história. Financeiramente para mim é muito bom. Eu não quero sair do Tigre, mas a direção e o presidente tem que ver o meu lado. Amanhã vou sentar com o meu empresário e ver com o presidente. Acima de tudo, eu sou um cara que luto por essa equipe. Já até teve uma conversa, mas o meu empresário não acertou”, afirmou.
Ouvindo o que o atacante dizia, alguns torcedores começaram a se manifestar na arquibancada, e quando o jogador foi para o vestiário foi xingado de “mercenário” por alguns. Zé Carlos não gostou, voltou e começou a bater boca com os torcedores, e palavras de baixo calão puderam ser ouvidas pelos microfones. O atacante Lucca, companheiro de quarto e muito amigo de Zé Carlos foi até o amigo e o tirou do local, depois Lucca também se manifestou.
“Imagina se não fossemos líder, a torcida não pode agir assim, olha a campanha que estamos fazendo, somos líderes do campeonato. Chamara o Zé Carlos de mercenário, daí não dá, olha o que o cara está fazendo pelo clube”, indignou-se Lucca.
Segundo o diretor de futebol Valdeci Rampinelli não há nenhuma proposta. “Só se é uma proposta do além. Conversei hoje com o empresário dele e ele me disse que não havia nada, e para o Criciúma também não chegou nada. Se vier uma proposta, ela for boa e ele quiser sair eu vou ser o primeiro a liberá-lo”, explicou Rampinelli.
O atacante deve resolver sua situação no Tigre esta semana, já que levou o terceiro cartão amarelo e não joga o próximo jogo, contra o Joinville, no norte do estado.