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O que se sabe sobre as “cidades provisórias” criadas para atender as vítimas das enchentes no RS

Espaços serão construídos em quatros cidades e devem abrigar 7,5 mil pessoas

Foto: Divulgação

Nas próximas semanas o Rio Grande do Sul deve criar quatro “cidades” provisórias que vão atender cerca de 7,5 mil vítimas das enchentes. Os espaços são chamados oficialmente de Centros Humanitários de Acolhimento e serão criados em Porto Alegre, Canoas, Guaíba e São Leopoldo. As informações são da GZH.

As cidades provisórias são uma alternativa encontrada pelo governo do Estado e por prefeituras para substituir alojamentos improvisados, instalados em locais como ginásios e escolas. A iniciativa visa promover uma melhor infraestrutura para os desabrigados até a construção de moradias definitivas. Técnicos locais contam com ajudas de estudiosos vinculados à Organização das Nações Unidas (ONU) para desenhar as novas instalações e planejar como será a gestão dos espaços.

Do lado de fora, as estruturas vão contar com ferragens de aço para sustentação e enormes lonas brancas. Na parte de dentro, os espaços contarão com cabines destinadas a famílias com cama de casal e beliches para acomodar até seis pessoas, além de alojamentos separados para homens ou mulheres com camas individuais.

Além disso, o planejamento prevê ambientes multiuso, com TV e computador, para crianças, refeitório, cozinha e lavanderia coletivas, banheiros e chuveiros de uso comum, fraldário, lactário e anexo para animais de estimação.

De acordo com o gabinete do vice-governador Gabriel Souza, responsável por coordenar a iniciativa, as estruturas devem ter 6 mil ou 9 mil metros quadrados e vão contar com “mobiliário essencial para a estadia das pessoas durante o abrigamento”.

Medida desperta preocupação de especialistas

Apesar de ser uma medida emergencial, a construção das cidades provisórias desperta preocupação em especialistas e divergências com o governo federal por conta de possíveis impactos sociais.

Clarice de Oliveira, copresidente da seção gaúcha do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RS), afirma que um dos principais riscos é que uma saída temporária se prolongue.

— O ideal é que se pensasse em abrigos menores e mais pulverizados, próximos de onde as pessoas viviam — afirma Clarice.

Segundo o governo do Rio Grande do Sul, o contrato para montagem e manutenção das novas estruturas provisórias é de seis meses, que pode ser renovado por outros seis. Entretanto, a intenção é que as famílias sigam para moradias definitivas assim que possível.

Confira a nota do Governo do Rio Grande do Sul na íntegra

“O Rio Grande Sul tem quase 73 mil pessoas em abrigos que não têm estrutura adequada para abrigá-las por longos períodos. Se nada for feito, elas poderão permanecer nesses abrigos até que suas moradias definitivas estejam prontas, o que demandaria mais tempo. A proposta das cidades temporárias busca oferecer uma estrutura com melhores condições, localizada em áreas com acesso a serviços públicos essenciais, como educação, saúde e transporte.

Além disso, muitos dos abrigos atuais, apesar da solidariedade presente, não foram projetados para acomodar tantas pessoas de forma prolongada. São na verdade alojamentos provisórios. Em vários casos, faltam banheiros e chuveiros suficientes, cozinhas adequadas, espaços para as crianças brincarem e locais apropriados para abrigar animais de estimação.

As cidades temporárias são planejadas para superar essas deficiências, proporcionando uma infraestrutura mais adequada e digna para as famílias afetadas. A intenção é oferecer uma solução temporária mais humana e estruturada, até que as moradias definitivas possam ser entregues, garantindo assim que todos possam viver com qualidade e acesso aos serviços necessários.

Por fim, os abrigos atuais precisarão retomar suas atividades fins em breve, como o caso de escolas, universidades, ginásios, clubes, CTGs e outros locais que de forma voluntária e muito solidária cederam seus espaços para abrigar os gaúchos no momento mais emergencial”.

Com informações do NSC Total

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