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O risco breve de a gasolina voltar a passar dos R$ 4

Em relação ao último levantamento do Procon, valor mínimo sofreu acréscimo de R$ 0,03

No melhor momento do preço dos combustíveis na Região Sul, entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, a gasolina comum chegou a custar R$ 3,48 o litro. Porém, a retirada repentina de um subsídio pelas distribuidoras para os revendedores fez, em questão de horas, haver um salto. Que se consolidou, conforme novo levantamento do Procon divulgado na tarde desta sexta-feira.

R$ 3,87 a mais barata

O combustível chegou a R$ 3,84 o litro em 7 de fevereiro e agora, duas semanas depois, o patamar mínimo está em R$ 3,87. Ou seja, um acréscimo de R$ 0,03 no valor mais baixo. “Percebemos que há uma acomodação dos valores nesse patamar, muito por conta do fim do subsídio, que está fazendo muita falta a quem vende e, por consequência, ao consumidor”, observa o coordenador do Procon Criciúma, Gustavo Colle.

Segundo o Portal 4 Oito, ah, ainda, outro fator a preocupar. A Petrobrás anunciou nos últimos dias um acréscimo de 2,5% no valor dos combustíveis. “E isso ainda não foi repassado às distribuidoras. Logo, é tendência que chegue aos postos em breve”, comenta.

Quando os rankings começaram a ser elaborados e divulgados, em novembro, a meta inicial era que a gasolina baixasse dos R$ 4, objetivo logo alcançado, e que ainda se sustenta. “E gostaríamos que assim continuasse”, pondera o coordenador. “Chama a atenção que, da mais barata para a mais cara tem diferença de 12 centavos”, menciona.

Pouca chance de novo recuo

Colle reconhece que não vê perspectivas, em curto e médio prazo, de uma redução aos patamares alcançados há algumas semanas, abaixo dos R$ 3,50. “A não ser que as distribuidoras consigam, de novo, dar um subsídio”, destaca. “Esse subsídio havia sido pedido por revendedores para distribuidoras, que conseguiram oferecer por um tempo, mas os postos ficaram sem capital de giro para baixar mais e daí, sem o subsídio, tiveram que elevar os preços”, explica.

A gasolina aditivada sofreu acréscimo no valor mínimo encontrado em Criciúma, de R$ 3,84 para R$ 3,91, enquanto o máximo persiste em R$ 4,39. Entre os demais combustíveis, houve uma variação no diesel S-10, que subiu de R$ 3,04 para R$ 3,09 em duas semanas, com o máximo seguindo em R$ 3,59. O etanol segue entre R$ 3,19 e R$ 3,71 e o GNV também não mudou, de R$ 2,79 a R$ 2,89 o metro cúbico.

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