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Projetado pelo cientista suíço Auguste Piccard e construído na Itália em 1953, o submersível, também apelidado de “batiscafo” e nomeado Trieste, foi um dos mais importantes de seus modelos na pesquisa e exploração oceanográfica. Ele é conhecido por alcançar o ponto mais profundo dos oceanos terrestres, o Challenger Deep, localizado na Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico.
Em 1958, o Trieste foi adquirido pela Marinha dos Estados Unidos por um valor de 250.000 dólares, sendo levado até a cidade de San Diego, ao sul da Califórnia. Passou a fazer parte do Projeto Nekton, que visava explorar, estudar e documentar as profundezas dos oceanos. Ele possuía 15 metros de comprimento, era equipado com uma série de flutuadores com interiores contendo 85.000 litros de gasolina, tanques de lastro de água em suas extremidades e um lastro de ferro em dois funis cônicos em seu fundo.
Ficou para a história ao alcançar o ponto mais profundo dos oceanos que se tem conhecimento pelo homem, o Challenger Deep, na Fossa das Marianas, em 1960. Conforme as medições, o submersível chegou a 10.911 metros de profundidade (35.800 pés), e seus tripulantes na ocasião eram Jacques Piccard, um oceanógrafo suíço, e o explorador e tenente da Marinha dos Estados Unidos, Don Walsh.
Em 1963, foi enviado para uma nova missão no Oceano Atlântico, perto de New London, no estado de Connecticut, nos Estados Unidos. Desta vez, teria que achar um submarino perdido, o USS Thresher, o qual encontrou depois de 4 meses de buscas persistentes. Após isso, foi “aposentado”, sendo reformado, com algumas de suas peças sendo usadas em outro submersível, o Trieste II. Posteriormente, foi colocado em exposição no Museu da Marinha, em Washington Navy Yard, na capital Washington, D.C., onde permanece até os dias atuais.
Fonte consultada:
WIKIPÉDIA. Batiscafo Trieste. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Batiscafo_Trieste Acesso em 23 jan. 2025