Infraestrutura

Obra de R$ 260 milhões para elevar trilhos em Criciúma avança e prevê retirada da ferrovia do Pinheirinho

Projeto apresentado pelo prefeito Vaguinho ao DNIT, em Brasília, prevê elevado de 7 metros entre Pinheirinho e Rio Maina, realocação de moradores e impacto direto na mobilidade e no escoamento da produção.

Foto: Divulgação

Uma das obras mais aguardadas e antigas demandas de mobilidade urbana de Criciúma começou a ganhar forma fora do papel. O projeto milionário para elevar a linha férrea, retirando os trilhos do nível atual na região do Pinheirinho, avançou nesta semana após ser apresentado ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em Brasília.

Orçada em R$ 260 milhões, a proposta prevê a construção de um elevado com cerca de sete metros de altura, que se estenderá do Pinheirinho até o Rio Maina, eliminando um dos principais gargalos viários da cidade e abrindo caminho para a reorganização urbana de toda a região.

Em conversa com a reportagem, o prefeito Vagner Espíndola destacou que a obra nasce de um planejamento de longo prazo para o crescimento do município. “Ela nasce de todo um estudo que fizemos ainda no ano passado, referente ao Criciúma +25, ou seja, qual a cidade que nós estaremos preparando para os próximos 25 e 50 anos”, afirmou.

Segundo Vaguinho, a proposta foi apresentada durante agenda em Brasília, quando o município assinou um termo de cooperação técnica com o DNIT, considerado um avanço importante para tirar o projeto do papel. “Foi um grande avanço chegarmos até aqui. Agora a gente vai, com muita responsabilidade, dar os primeiros passos”, disse.

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O prefeito ressaltou que a obra é estratégica para a mobilidade e para o futuro econômico da cidade, especialmente diante da perspectiva de aumento da circulação ferroviária e da necessidade de melhorar o escoamento da produção. “Hoje a frequência que o trem passa é de cada cinco ou seis horas, mas a gente já tem que prever que essa passagem se intensificará mais”, pontuou.

Outro eixo central da proposta é a questão social. Além da retirada dos trilhos do Pinheirinho, o projeto prevê a realocação de moradores que vivem às margens da ferrovia, tema que já vinha sendo tratado pelo município. Em janeiro, em outra agenda na capital federal, Criciúma garantiu um diagnóstico sobre a população em vulnerabilidade na região.

“Resolve uma questão naturalmente social, haja vista que nós temos ali uma grande quantidade de casas construídas às margens da linha férrea”, acrescentou o prefeito.

A expectativa agora é avançar na elaboração do projeto básico e nos estudos técnicos junto ao DNIT, à Ferrovia Tereza Cristina, ao Governo do Estado e ao município, para viabilizar a execução da obra.

“É uma obra ousada, mas com viabilidade técnica e orçamentária”, finalizou Vaguinho.

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