Segurança

Operação contra lavagem de dinheiro tem prisão em Florianópolis

Polícia Federal cumpre 19 mandados de prisão em seis estados

Divulgação

A Superintendência da Polícia Federal (PF) no Paraná deflagrou nesta quinta-feira (3) duas operações – a Sucessão e a Fluxo Capital – para desarticular organização criminosa que atua com lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Um mandado de prisão temporária foi cumprido em Florianópolis, assim como um mandado de busca e apreensão.

A Operação Sucessão é sequência da Operação Spectrum, na qual foi preso Luiz Carlos da Rocha, mais conhecido como “Cabeça Branca”. De acordo com a PF, trata-se de “um dos maiores traficantes de drogas do Brasil”. As ações de hoje estão focadas no cumprimento de medidas judiciais contra familiares do traficante, que teriam ajudado na lavagem de dinheiro obtido de forma ilícita.

Já a Operação Fluxo Capital visa “desmantelar organização criminosa responsável pela lavagem de dinheiro por meio de movimentações milionárias, com utilização de laranjas, empresas de fachada e contadores”.

Ao todo, 39 mandados de busca e apreensão e 19 mandados de prisão temporária estão sendo cumpridos em seis estados, além de sete mandados de busca e apreensão no Paraguai, com a ajuda do Ministério Público do país.

— O controle da movimentação do dinheiro era feito por doleiros, donos de casas de câmbio, instalados no Paraguai — segundo a PF.

Até às 11h30, de acordo com a Polícia Federal, 12 pessoas haviam sido presas, sendo uma em Florianópolis e 11 no Paraná, nas cidades de Curitiba e Paranaguá. Além disso, 24 mandados de busca e apreensão também tinham sido cumpridos em Florianópolis, Campo Grande, Cuiabá, Cianorte, Colombo, Curitiba, Londrina, Paranaguá, Boa Vista (RR), São Paulo e Dourados.

Investigações

As investigações indicam que o grupo que auxiliava o traficante Cabeça Branca a lavar dinheiro tinha relações também “com diversas organizações criminosas atuantes em território nacional, envolvidas em outros delitos além do tráfico de drogas”.

Empresas controladas direta ou indiretamente por apenas um dos investigados chegou a movimentar cerca de R$ 4 bilhões. Além disso, foram apreendidos cerca de R$ 12 milhões em espécie durante as investigações.

Segundo a PF, foram deferidos o sequestro de imóveis, bloqueio de valores em contas bancárias, a suspensão das atividades das empresas envolvidas e das licenças profissionais dos contadores investigados.

Com informações do NSCTotal

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