Ações resultaram em quatro prisões e apuram associação criminosa envolvendo furto de medidores, ligações clandestinas e venda irregular de áreas.
Foto: Divulgação
Foram deflagradas na manhã desta terça-feira (7), em Imbituba, as operações “Grilagem S.A.” e “Curto Circuito”, que resultaram no cumprimento de quatro mandados de prisão e dez de busca e apreensão. As ações são fruto de uma investigação conjunta entre a Polícia Militar de Santa Catarina, a Celesc e a Prefeitura Municipal.
As apurações tiveram início após a identificação de medidores de energia elétrica desviados da Celesc e comercializados de forma irregular. Segundo a investigação, os equipamentos eram furtados, receptados por um investigado residente no município e revendidos a moradores, sendo instalados clandestinamente, sem vínculo contratual ou pagamento pelo consumo de energia — prática que deu origem à operação “Curto Circuito”.
No decorrer das diligências, com apoio de denúncias de moradores da região de Itapirubá, foi identificado que parte desses medidores era destinada a áreas ocupadas irregularmente. As investigações apontaram a existência de uma associação criminosa voltada à invasão de terrenos e à comercialização fraudulenta de imóveis, caracterizando esbulho possessório. Esses fatos motivaram a operação “Grilagem S.A.”.
De acordo com os investigadores, diversas dessas áreas estão localizadas em Áreas de Preservação Permanente (APP), onde não seria permitida a ligação regular de energia elétrica. A restrição, no entanto, era contornada com o uso dos medidores desviados e instalados de forma ilegal.
Durante a operação, também foi identificado um servidor público municipal suspeito de utilizar informações de bancos de dados internos para repassar dados estratégicos aos ocupantes irregulares. Ele foi afastado do cargo.
No cumprimento das ordens judiciais, um dos investigados foi preso em flagrante por posse ilegal de munições. Além disso, foram apreendidos aparelhos celulares, documentos e outros materiais que devem auxiliar no avanço das investigações.
Os detidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia para os procedimentos legais e, posteriormente, ao sistema prisional. As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e detalhar a extensão dos crimes.
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