Saúde

Os cuidados para evitar o distúrbio de voz relacionado ao trabalho

No caso dos professores, o adoecimento da voz atinge em média de seis a cada dez desses profissionais se comparado à população em geral.

Foto: Divulgação

Por meio da voz que se realiza a parte mais clara da nossa comunicação e, portanto, independentemente de ser ou não ferramenta de trabalho, alguns cuidados são essenciais. No caso dos professores, o adoecimento da voz atinge em média de seis a cada dez desses profissionais se comparado à população em geral segundo o Ministério da Saúde.

A professora Michelle Regina da Natividade, Coordenadora do Projeto de Extensão Centro de Referência Profissional (CREP) da Unisul, aponta para a necessidade de disseminar informações para que os professores fiquem cada vez mais atentos à voz. “É imprescindível tomar as medidas de orientação geral e, em caso de observação de alterações ou sintomas relacionados a voz, procurar um médico otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo. O Distúrbio de Voz Relacionado ao Trabalho (DVRT) é multifatorial, ou seja, há vários componentes que podem interferir para o surgimento do quadro, entre eles, pode estar associado sintomas de sofrimento psíquico, e neste caso, o psicólogo deverá também ser procurado”.

O Distúrbio de Voz Relacionado ao Trabalho (DVRT) pode ser considerado como qualquer dificuldade na emissão da voz que dificulte ou até mesmo impeça a produção natural e comprometa a atuação profissional. “Os sinais e sintomas mais frequentes são cansaço ao falar, rouquidão, garganta seca, esforço ao falar, falhas na voz, perda de voz, pigarro, instabilidade ou tremor na voz, ardor na garganta, dor ao falar, voz mais grossa, falta de volume e projeção vocal, perda na eficiência vocal, pouca resistência ao falar, dor ou tensão cervical”, explica professora Michelle.

A relação do sujeito com o trabalho é um dos grandes propósitos do CREP. Sendo assim, não se deve esquecer que o principal instrumento de trabalho de um Professor é a sua voz, destaca professora Michelle. “Estando em uma Universidade, observamos que a voz talvez seja o maior instrumento de trabalho utilizado nesta Instituição. Sendo assim, gostaria de chamar a atenção dos Professores e Professoras para o cuidado com sua saúde. Também aproveitamos, inclusive hoje, no Dia Mundial da Voz, para agradecê-los por utilizarem sua voz como meio de compartilhar o seu conhecimento e contribuir com a formação de inúmeros profissionais”.

Dia Mundial da Voz

Nessa terça-feira (16), dedicada especialmente às campanhas de conscientização através do Dia Mundial da Voz, o CREP em parceria com Karoline R. Sagaz, fonoaudióloga, elaborou um material com uma série de orientações voltadas à saúde do professor e que estão disponíveis no Campus Grande Florianópolis.

Colaboração: Comunicação UNISUL

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