Segurança

Padrasto é preso por estupro de vulnerável e mãe por omissão após investigação revelar abusos desde os 9 anos, em Grão-Pará

Caso veio à tona após adolescente de 12 anos ser encontrada em desespero no banheiro da escola; polícia aponta violência reiterada dentro de casa.

Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil cumpriu mandados de prisão preventiva contra um padrasto indiciado por estupro de vulnerável reiterado e contra a mãe da vítima, suspeita de omissão e conivência com os abusos, em Grão-Pará. O fato ocorreu no fim da tarde desta sexta-feira, dia 6. O caso foi descoberto após professoras encontrarem a adolescente em estado de desespero no banheiro da escola, recusando-se a retornar para casa.

O inquérito policial demonstrou que o padrasto da vítima praticava atos libidinosos e conjunção carnal de forma reiterada desde que a menina tinha 9 anos. Diante da gravidade concreta dos fatos e do risco à integridade da menor, a autoridade policial representou pela prisão preventiva dos dois investigados. O laudo pericial constatou a presença de ruptura himenal antiga, o que corrobora a narrativa de que a violência sexual ocorria de forma repetida há anos.

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O episódio mais recente ocorreu na terça-feira, dia 3, quando o criminoso teria trancado a residência e escondido as chaves para impedir a saída da adolescente e consumar o crime. Segundo os relatos, a mãe foi informada sobre os abusos em diversas ocasiões, mas negligenciou as denúncias, tratando-as como mentira e chegando a agredir a própria filha fisicamente como punição por relatar os fatos.

Além disso, em Chapecó, no ano de 2024, já havia o registro de dois Boletins de Ocorrência sobre os mesmos fatos. Naquelas ocasiões, nada foi efetivado, pois a família fugiu da localidade. Dessa forma, a Polícia Civil constatou que, após tomar conhecimento dos fatos, a mãe da vítima foi conivente para proteger o agressor e manter o ciclo de violência. Pelo histórico e constatação de lesões consolidadas, a autoridade policial concluiu que as agressões eram frequentes.

A delegada responsável, Jucinês Ferreira, destacou atuação da Delegacia de Proteção à Mulher de Grão-Pará, e reconheceu o empenho dos envolvidos, destacando a atuação do agente Adriano Heidemann. “As diligências foram fundamentais para a rápida colheita de provas”, destacou. O cumprimento das prisões preventivas se deu com a colaboração da Polícia Militar. Após os procedimentos legais, os presos serão encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.

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