Reflexão

Paróquias realizam ações em prol do Grito dos Excluídos

Pastorais Sociais mobilizam Grito dos Excluídos

Foto: Divulgação

Duas paróquias da Diocese de Criciúma confirmaram sua participação nos desfiles cívicos de 07 de setembro, com ações em prol do Grito dos Excluídos. Com o tema “Desigualdade gera violência: Basta de privilégios! – Vida em primeiro lugar”, a proposta será realizada pela Paróquia Santuário Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Araranguá, e pela Paróquia São Roque, em Morro da Fumaça.

Na Diocese de Criciúma, o Fórum das Pastorais Sociais realizou encontros e encaminhou orientações a grupos e paróquias. Além da manifestação pública durante os desfiles, celebrações e rodas de conversa devem recordar a mobilização, não como gesto político partidário, mas como exercício de cidadania.

Em Araranguá, além dos festeiros da Festa do Divino Espírito Santo, que tradicionalmente já participam em nome da Igreja com a corte, pastorais e movimentos estarão unidos com cartazes e faixas denunciando injustiças e anunciando projetos de vida que a Igreja realiza como testemunho de uma nova sociedade sem exclusão, conforme afirma o pároco e reitor, padre Alírio Leandro.

Já em Morro da Fumaça, vestidos com camisetas pretas e brancas, levando faixas e outros símbolos, os paroquianos pretendem apontar as desigualdades sociais e econômicas que assolam minorias e também todo o povo brasileiro.

Como surgiu o Grito dos Excluídos?

A proposta surgiu em 1994, a partir do processo da 2ª Semana Social Brasileira da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), cujo tema era Brasil, alternativas e protagonistas, inspirada na Campanha da Fraternidade de 1995, e lema: A fraternidade e os excluídos. Entre as motivações que levaram à escolha do dia 7 de setembro para a realização do Grito dos Excluídos estão a de fazer um contraponto ao Grito da Independência.

O Grito é uma manifestação popular carregada de simbolismo, que integra pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. É ecumênico e vivido na prática das lutas populares por direitos. A proposta não só questiona os padrões de independência do povo brasileiro, mas ajuda na reflexão para um Brasil que se quer cada vez melhor e mais justo para todos os cidadãos e cidadãs. Assim, é um espaço aberto para denúncias sobre as mais variadas formas de exclusão.

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