Reflexão

Pastoral Carcerária faz visita de Natal ao Presídio Santa Augusta

Na visita, todos os 904 detentos da unidade receberam um cartão com uma mensagem de Natal e uma caixa de bis.

Foto: Divulgação

Na manhã desta quarta-feira, 19, agentes da Pastoral Carcerária da Diocese de Criciúma fizeram sua última visita do ano aos reclusos do Presídio Santa Augusta. Na visita, todos os 904 detentos da unidade receberam um cartão com uma mensagem de Natal e uma caixa de bis.

“Arrecadamos 830 caixas de chocolates: 500 doadas pela Paróquia São José, 299 pela Paróquia Santo Agostinho e 31 pela Paróquia Nossa Senhora de Fátima. O restante foi adquirido pelos membros da Pastoral. Agradecemos a grande ajuda do povo que colaborou. Participar do Natal, no Santa Augusta, é levar carinho e conforto aos presos. Creio que Jesus renasce no coração de todos e também dos presos. É uma alegria para nós vermos a alegria deles ao receber um bombom. Pensamos que ajudamos, mas nós é que somos ajudados. Muitos agradeceram aqueles que doaram”, relata a coordenadora diocesana da Pastoral Carcerária, Nádia Coral.

Em mutirão, todas as alas foram visitadas. Além dos leigos e leigas que comumente realizam esta atividade, o grupo contou com a presença do padre José Aires Pereira, que durante muito tempo foi assessor e acompanhou os trabalhos em Criciúma, hoje reitor do Seminário Teológico em Florianópolis.

“A Pastoral Carcerária deseja a cada pessoa que está no cárcere votos de um Natal abençoado e santificado, um Natal da salvação e de luz, extensivo à família. Natal é Cristo que nasce no coração da pessoa, no coração do homem, do ser humano. Independente se ele está fora ou dentro do cárcere, Cristo nasce da mesma maneira. Jesus não nasce onde estão as coisas, nasce onde estão as pessoas. O Natal nos recorda que Cristo é a luz que vem para iluminar o mundo. Nós desejamos, sempre, que o irmão preso no cárcere, na escuridão, na solidão e no sofrimento, também tenha a luz de Cristo, pois se há um lugar que precisa desta luz é exatamente o cárcere. Nós, pelo fato de estarmos fora do cárcere, não somos melhores do que ninguém. Lembramos a cada pessoa presa que Cristo é misericórdia; lembramos que não vamos apenas levar chocolate, mas levar a nossa presença como Pastoral e a presença de Cristo no cárcere. Na visita, levamos o nosso coração e o coração misericordioso de Deus. Natal tem muito sentido e mais sentido ainda quando estamos em família, haja vista quando contemplamos, no presépio, a Sagrada Família. A maioria absoluta dos presos estarão isolados: não em casa, não em família, o que é uma pena e todos tem família, inclusive família constituída, com esposa e filhos. Nossa oração, como Igreja! A Palavra nos ensina que a Igreja reunida reza também por aqueles que sofrem!”, afirma padre Aires, que partiu cedinho da capital especialmente para acompanhar a Pastoral Carcerária na visita.

Colaboração: Comunicação Diocese de Criciúma

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