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Peixe tradicional de SC, tainhas nascidas em laboratório serão estudadas em lago artificial

Pesquisa avalia viabilidade da criação de peixes marinhos em ambientes controlados e de baixa salinidade. Ao todo, 100 animais foram soltos no Sapiens Parque, em Florianópolis.

Foto: Acervo Lapmar/UFSC/Divulgação

Peixe típico do litoral de Santa Catarina, 100 tainhas nascidas em laboratório foram soltas em um lago artificial em Florianópolis, onde terão comportamentos monitorados por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O estudo avalia a viabilidade da criação de peixes marinhos em ambientes controlados e de baixa salinidade. Os animais foram levados no sábado (8) ao centro tecnológico Sapiens Parque.

Caio Magnotti, supervisor do Laboratório de Piscicultura Marinha da UFSC, onde os peixes foram produzidos, explica que o novo ambiente vai permitir observar outros parâmetros no cultivo da espécie, importante para a economia e cultura do estado.

🐟 Anualmente, a safra da tainha movimenta pescadores nas praias de Santa Catarina. Em Florianópolis, uma lei municipal tornou o peixe símbolo da cidade pelo contexto histórico da espécie.

“A gente já descobriu, para ter uma noção, desde qual é a melhor temperatura para o cultivo, a como inserir um óleo especifico na ração para ter melhor qualidade de carne”, exemplifica.

A equipe estuda a espécie em laboratório há 10 anos. Hoje, o local tem três gerações de tainhas.

“Aquele ambiente [do lago] é bem diferenciado da nossa realidade. É uma água mais salobra, mais de mangue. Então, a gente vai conseguir novas respostas. A tainha é um peixe que se adequa muito bem a esses ambientes de menos salinidade, com águas mais doces. Acredito que vai ser uma boa parceria para o futuro”, comenta Magnotti.

Monitoramento

Segundo a Secretaria da Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, parceira na iniciativa, a pesquisa envolverá os seguintes tópicos:

🐟 monitoramento de indicadores zootécnicos das tainhas
🐟 análise da qualidade da água
🐟 avaliação das práticas de alimentação e manejo dos animais

“Agora, vamos avançar ainda mais nos estudos em água de baixa salinidade, neste caso no lago artificial do Sapiens Parque. No futuro queremos usar o local para servir de visitação e interação da sociedade com a nossa cultura”, comenta.

Com informações do g1 SC

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