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Pequenos recipientes e lixo são os principais criadouros do Aedes aegypti em SC

Segue até este sábado (5), a semana estadual de mobilização contra o mosquito Aedes aegypti

Divulgação

O resultado do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado durante o mês de novembro deste ano, revela que os pequenos recipientes (38,1%), como pratinhos de plantas, são os principais potenciais criadouros do mosquito em Santa Catarina. Em seguida, aparecem o lixo e a sucata (25,7%). No total, foram inspecionados 88.755 depósitos no estado. Os dados completos do LIRAa foram divulgados nesta quinta-feira, 3, pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina.

Conforme está definido na Estratégia Operacional do Estado de Santa Catarina, os municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti devem realizar o LIRAa duas vezes ao ano. Ao todo, 103 municípios catarinenses realizaram o último levantamento.

Um dos objetivos é a identificação do tipo e a quantidade de depósitos encontrados que possam ser potenciais criadouros do mosquito nos imóveis vistoriados. “O LIRAa permite a identificação de áreas com maior ocorrência de focos, bem como dos criadouros predominantes, indicando o risco de transmissão de dengue, zika e chikungunya. É um panorama da situação de Santa Catarina e serve para direcionar as ações que devem ser executadas nos municípios”, explica João Fuck, gerente de zoonoses da Dive/SC.

Risco de transmissão das doenças

Outro dado que o LIRAa apresenta é o risco da transmissão das três doenças nos municípios considerados infestados pelo mosquito. Dos 103 que realizaram a atividade, dois (1,9%) apresentam alto risco de transmissão (Caibi e União do Oeste); 36 (35,0%) médio risco e 65 (63,1%) baixo risco.

Os dados demonstraram um aumento no número de municípios considerados de baixo risco (65) para transmissão das doenças em comparação com o LIRAa realizado no mesmo período em 2019, quando 10 municípios apresentavam essa condição.

Porém o gerente de Zoonoses faz um alerta. “Esse cenário pode estar associado ao fenômeno de seca enfrentado pelo estado nos últimos meses. Sem água, não há condições de reprodução do mosquito. Mas, isso não quer dizer que devemos relaxar nas medidas de prevenção. Eliminar locais que possam acumular água é a melhor estratégia sempre, porque os ovos do Aedes aegypti sobrevivem mais de um ano nesses recipientes, mesmo sem água”, ressalta.

Dengue em SC

Segue até este sábado (5), a semana estadual de mobilização contra o mosquito Aedes aegypti. O objetivo da Dive/SC é chamar a atenção da população para o problema da dengue no estado e incentivar a eliminação dos criadouros do mosquito.

O ano de 2020 foi marcado pelo registro do maior número de casos de dengue em Santa Catarina. São 11 municípios em situação de epidemia de dengue e mais de 11 mil casos da doença.

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